Guiné-Bissau: Povo conta com a ajuda da comunidade internacional

Sem a ajuda da Comunidade Internacional não será possível realizar dentro de dois meses eleições presidenciais na Guiné-Bissau. O alerta é do Bispo de Bissau.

D. José Camnate está de passagem por Lisboa a caminho do Vaticano, onde vai partilhar com os responsáveis da Santa Sé a situação que se vive naquele país africano.

Em entrevista ao jornalista Domingos Pinto, D. José Camnate admite que a Guiné-Bissau e os países vizinhos estejam a ser utilizados como placa giratória do tráfico de droga, uma situação possível devido às “fragilidades das instituições democráticas”.

O Bispo de Bissau começa por se referir à investigação em curso ao duplo assassínio do Presidente Nino Vieira e do ex-chefe de Estado Maior das Forças Armadas. A este respeito, « diz que “os guineenses tomaram consciência da realidade em que se encontram e querem sair dessa situação. Todos consideram que é necessário fazer um exame de consciência para descobrirem as verdadeiras causas das crises do país”.

Quanto à pobreza vivida na Guiné-Bissau, D. José Camnate atribui responsabilidades à falta de instrução no país. “O nosso sistema de ensino não funciona e não responde às necessidades do país”, diz o Bispo guineense.
Internacional | Renascença (RR) | 2009-04-22 | 12:39:00 | 1213 Caracteres | Guiné-Bissau

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