Vaticano em busca de vida fora da Terra
Tema esteve em debate durante quatro dias, juntando especialistas em astrobiologia
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O Vaticano promoveu uma conferência de imprensa para a apresentar o balanço de uma semana de estudos sobre a astrobiologia (estudo da relação entre a vida e o universo), admitindo que é “legítimo” questionar se existe vida noutros planetas. O director do Observatório Astronómico do Vaticano, o jesuíta argentino José Funes, disse aos jornalistas que, apesar de não haver prova da existência de “extra-terrestres”, é admissível que parta em busca dos mesmos. “As perguntas sobre a presença da vida fora da Terra são legítimas, merecem séria consideração”, afirmou. A iniciativa concluiu-se na Terça-feira, 10 de Novembro, com a conferência de imprensa e contou com a organização do referido observatório e da Academia Pontifícia das Ciências, reuniu cientistas de várias disciplinas: astronomia, cosmologia, biologia, química, geologia e física. Para o Pe. Funes, um eventual encontro entre humanos e extra-terrestres não seria muito diferente do que aconteceu “quando os europeus encontraram outras populações”. “Seria também um encontro de culturas e de civilizações”, acrescentou Para o jesuíta argentino, não é ainda tempo de anunciar que foi descoberta vida no universo, mas é preciso “dar aos cientistas a possibilidade de poder continuar com as suas investigações”. Perante os jornalistas compareceu também Jonathan Lunine, do departamento de Física da Universidade italiana de Tor Vergata, para quem a descoberta de outras formas de vida é imprevisível e pode demorar “dez anos, cem anos ou mais”. Athena Coustenis, astrónoma do Observatório de Paris, elencou quatro locais em que se admite a possibilidade de condições “adaptadas para a vida” no sistema solar. |
Internacional | Octávio Carmo | 2009-11-11 | 17:20:34 | 2174 Caracteres | Igreja/Ciência

















