Internacional

México: Visita a prisão e celebração junto à fronteira com os EUA encerram viagem do Papa

Agência Ecclesia
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(Lusa)
(Lusa)

Familiares de 43 estudantes desaparecidos convidados vão a Missa com o Papa em Ciudad Juárez

Lisboa, 17 fev 2016 (Ecclesia) – O Papa vai encerrar hoje a sua viagem ao México em Ciudad Juárez, junto à fronteira com os EUA, num dia marcado por mensagens e gestos contra a violência e em defesa dos migrantes.

Francisco percorre mais de 1500 quilómetros em avião desde a Cidade do México até Ciudad Juárez (Estado de Chihuahua), no extremo norte, considerada uma das cidades mais violentas do mundo, com problemas ligados ao tráfico de pessoas e de droga, começando por visitar a prisão ‘CeReSo n.3’, onde estão cerca de 3 mil detidos; a agenda inclui também um encontro com delegações de trabalhadores e movimentos populares.

O Papa e 800 presos vão encontrar-se numa sala do centro de detenção, juntamente com 200 familiares; mais de 100 internas do Centro Feminino número 2 serão transferidas para o complexo prisional masculino, para ouvir a mensagem do Santo Padre.

Os detidos de Juárez construíram uma capela e uma torre sineira para receber o pontífice argentino.

Mais tarde, Francisco vai presidir a uma Missa ao ar livre na fronteira com os Estados Unidos da América, para chamar a atenção dos responsáveis internacionais em relação aos problemas das migrações.

O papamóvel passará simbolicamente junto à rede que separa os dois países, para saudar também quem estiver do lado norte-americano, em El Paso.

Estima-se que 200 mil pessoas participem na Missa, em que o Papa vai usar uma férula (similar ao báculo usado pelos bispos, com a parte superior em cruz) de cedro, feita por reclusos.

O porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, adiantou que a celebração vai contar com a presença de familiares dos 43 estudantes que desapareceram no México a 26 de setembro de 2014, que terão sido queimados vivos por narcotraficantes.

Além destas pessoas, haverá ainda grupos ligados aos vários problemas de violência no México, incluindo os 27 mil desaparecidos nos últimos anos, acrescentou o padre Lombardi.

OC



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