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CEP: Os incêndios e a seca obrigam a rever a «relação com o meio ambiente» - D. Manuel Clemente

Agência Ecclesia
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Nomeações episcopais, família e jovens na agenda dos trabalhos da Assembleia Plenária do episcopado

Fátima, 13 nov 2017 (Ecclesia) – O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa afirmou hoje no discurso de abertura da Assembleia Plenária que os incêndios e a seca exigem uma nova “relação com a natureza” e apresentou a agenda de trabalhos do episcopado.

“Dadas as graves e gravosas circunstâncias que afetaram e afetam o nosso país, entre os incêndios e a seca, com tantas perdas de vidas e danos materiais de toda a ordem, temos de rever profundamente a nossa relação com o meio ambiente”, afirmou D. Manuel Clemente.

“É tempo de nos sentirmos parte consciente e responsável duma criação que há de ser tomada como um todo e assim mesmo respeitada nos seus ritmos e sinais”, afirmou o cardeal-patriarca de Lisboa na abertura dos trabalhos da Assembleia Plenária da Conferência Episcopal Portuguesa (CEP), que decorre até ao dia 16.

D. Manuel Clemente defendeu a concretização de uma “ecologia integral”, “a que o Papa Francisco dedicou a encíclica Laudato si’, de imprescindível receção teórica e prática”, que só acontece mediante a capacidade de “respeitar a natureza, proteger a vida e atender aos pobres”.

O presidente da CEP referiu-se aos recentes incêndios em Portugal afirmando que “reforçaram tragicamente” o apelo deixado pelo episcopado numa Nota Pastoral do dia 27 de abril deste ano, onde se diz que a natureza é mais do que “uma simples fonte de utilidade e rendimento económico”.

O cardeal-patriarca de Lisboa disse depois em relação à “proteção da vida humana”, da conceção à morte natural, que o “caminho é claro e obrigatório” e saudou “quantos dão o seu melhor para defender e promover a vida em todas as suas fases”, lembrando o documento da CEP sobre a eutanásia, de 8 de março de 2016.

No discurso de abertura da Assembleia Plenária da CEP, D. Manuel Clemente referiu-se também ao Dia Mundial dos Pobres, promovido por iniciativa do Papa Francisco a 19 de novembro, pedindo que seja acolhido “ativamente” nas “comunidades e na sociedade em geral”.

Ao iniciar os trabalhos da reunião magna do episcopado português, o presidente da CEP lembrou os bispos falecidos recentemente, D. Manuel Martins e D. António Francisco dos Santos, afirmando que “ambos deixam uma saudade preenchida pelo grande exemplo de amor à Igreja e de atenção a todos”.

D. Manuel Clemente desejou a D. José Traquina, escolhido pelo Papa para bispo de Santarém, as “maiores felicidades no seu novo trabalho” e disse que aguarda “serenamente” as nomeações episcopais para as outras dioceses de Portugal.

“Serenamente esperamos as nomeações episcopais que o Papa Francisco irá fazendo a seu tempo para outras Dioceses, por motivos de idade ou de saúde dos seus atuais prelados”, afirmou.

O presidente da CEP disse também que a assembleia do episcopado vai analisar a formação em curso nos seminários, as orientações relativas à preparação para o matrimónio, “à luz da exortação apostólica pós-sinodal Amoris Laetitia” e “preparação da próxima assembleia do Sínodo dos Bispos sobre ‘os jovens, a fé e o discernimento vocacional’”.

“Ontem como hoje, nomeadamente quanto à família e à juventude, as propostas evangélicas mantêm plena verdade e requerem igual decisão”, concluiu D. Manuel Clemente.

A Assembleia Plenária da CEP termina no dia 16, em Lisboa, com a inauguração das novas instalações da Conferência Episcopal Portuguesa.

PR



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