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EMRC: Alunos do secundário viveram num «campo de refugiados»

Agência Ecclesia
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LFS/Agência ECCLESIA
LFS/Agência ECCLESIA

Leiria, 13 abr 2015 (ECCLESIA) – A professora de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), Lígia Pereira, considera que a “experiência de periferia” que os alunos desta disciplina viveram no encontro nacional do ensino secundário foi “riquíssima”.

Com o tema «(Des)Abrigo-me contigo!», este encontro, realizado em Leiria, entre sexta-feira e sábado, contou com a presença de cerca de 1300 alunos de escolas de norte a sul do país que “experienciaram a vivência num campo de refugiados”, disse à Agência ECCLESIA a responsável pelo encontro.

Depois desta experiência, os “alunos vão construir um novo sentido para a sua vida à luz daqueles que mais necessitam”, frisou a professora de EMRC, da Diocese de Viana do Castelo.

Para a docente de EMRC, os cristãos “são uns sortudos” por terem o Papa Francisco, porque “ele trouxe uma linguagem próxima” e “ensina o que é estar no mundo”.

Ao olhar para o cenário construído com a ajuda de militares do quartel de Leiria onde os soldados defendiam posições e os bombardeamentos fictícios aconteciam, Lígia Pereira realça que um campo de refugiados “é isto mesmo” onde as pessoas “estão desenraizadas e sofridas”.

Na base da escolha desta temática do encontro e da vivência num campo de refugiados está a exortação apostólica «Evangelium Gaudium» do Papa Francisco, porque alerta “para as atitudes de fé que os cristãos devem assumir” e “não deixa” os cristãos ficarem “indiferentes àquelas palavras”, sublinhou a responsável.

Para Fernando Moita, coordenador do Departamento do Ensino Religioso Escolar do Secretariado Nacional de Educação Cristã, a problemática “do refugiado e do migrante” esteve “bem presente” nos dois dias.

Com a realização deste encontro pretendeu-se dizer aos jovens que “chegou a tua vez de atuares e seres ombro amigo daqueles que estão em condições precárias”, disse à Agência ECCLESIA.

Antes do V encontro de alunos de EMRC do ensino secundário, os professores “sensibilizaram” os alunos, em contexto de sala de aula, para estas “realidades preocupantes”.

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