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Focolares: Valores propostos por Chiara Lubich vividos em Portugal há 50 anos

Agência Ecclesia
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Movimento dos Focolares
Movimento dos Focolares

Economia de comunhão e vida em comunidade serão temas abordados no programa Ecclesia de domingo na antena 1

Lisboa, 11 nov 2016 (Ecclesia) – O Movimento dos Focolares assinala este ano 50 anos de presença em Portugal onde propõem os valores da unidade, bondade, amor e reciprocidade nas relações humanas.

“Chiara Lubich disse-nos que os bens nunca caminham sozinhos; é preciso quem os leve e distribua. Quem diz os bens materiais diz também os espirituais: o bem, a bondade, o amor a reciprocidade. Todos os bens. Precisamos de estar perto das pessoas levando o que procuramos ser na nossa vida”, afirma à Agência ECCLESIA Maria Eugénia Roquette que conheceu esta proposta aos 14 anos, em 1967.

Tendo acompanhado o crescimento do Movimento, criado por Chiara Lubich em 1943, em Trento, na Itália, Maria Eugénia Roquette consagrou a sua vida ao movimento e vive atualmente na Cidadela Arco-Íris, em Alenquer, nos arredores de Lisboa.

“As cidadelas são um esboço de uma sociedade cuja lei seria o amor recíproco e nós aqui podemos dizer e experimentar, com a nossa vida, que é possível. Recomeçando várias vezes, porque somos humanos, mas o perdão é uma palavra do dia-a-dia. E por isso vai-se construindo qualquer coisa que é diferente”.

É também para a Cidadela que diariamente José Maria Roquette ruma, no seu caso, para o polo empresarial onde as empresas concretizam a proposta da fundadora de redistribuição dos lucros pelos mais carenciados, num modelo denominado de economia de comunhão.

“A proposta de Chiara muda a forma como as relações na empresa são vistas. Nas empresas as pessoas não são meros instrumentos, mas pessoas. E a economia deve ser feita para as pessoas”.

Este empresário, presidente da Associação Economia de Comunhão, conheceu o Movimento dos Focolares em 1973 reconhecendo ter sido tocado pelas relações humanas que encontrou.

“Aquilo que me tocou foi de facto esta relação, uns com os outros, de abertura. Eu achava a sociedade portuguesa muito fechada e aquilo foi uma revelação. Foi perceber que há um Deus que nos ama, que nos ama através dos outros”.

A proposta de espiritualidade e a história do Movimento dos Focloares vai estar em destaque no programa Ecclesia no próximo domingo, na antena 1, pelas 6h.

LS



Apostolado dos Leigos Focolares