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Igreja/História: Os Santos de Portugal

Agência Ecclesia
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Francisco e Jacinta Marto juntam o seu nome a uma lista que começa antes do início da nacionalidade

Lisboa, 13 mai 2017 (Ecclesia)  - Os futuros santos Francisco e Jacinta Marto vão juntar hoje o seu nome a uma lista que começa antes do início da nacionalidade portuguesa, numa cerimónia presidida pelo Papa Francisco, naquela que é a primeira canonização de sempre em Portugal.

Antes de 1143, há registo de vários Santos (nalguns casos figuras com história pouco documentada) que demonstram a implantação que, desde bem cedo, o catolicismo teve em Portugal, como São Manços (primeiro Bispo de Évora, séc. I), São Vítor de Braga (mártir do séc. I), São Dâmaso (Papa do séc. IV que alguns afirmam ter nascido em Guimarães), São Sisenando (Diácono e mártir do séc. IX, nascido em Beja), São Rosendo (Bispo do séc. X, nascido em Santo Tirso) ou Santa Senhorinha (beneditina do séc. X, de Vieira do Minho).

Desta fase há a destacar a vida e obra de três bispos de Braga, os Santos Martinho de Dume, Frutuoso e Geraldo.

Após a independência, contam-se entre os fiéis canonizados pela Igreja Católica estão várias figuras de Portugal: São Teotónio, Santo António de Lisboa, a rainha Santa Isabel, Santa Beatriz da Silva, São João de Deus, São Gonçalo Garcia, São João de Brito e D. Nuno Álvares Pereira- São Nuno de Santa Maria, o santo condestável.

A última canonização de uma figura portuguesa da Igreja Católica tinha acontecido a 14 de janeiro de 2015, quando o Papa Francisco proclamou como santo o padre José Vaz (1651-1711), nascido em Goa, então território português.

Outros santos católicos estão ligados à história de Portugal, ainda que não tenham nascido no país: a 16 de Janeiro de 1220 morreram degolados em Marrocos os franciscanos italianos Vital, Berardo, Pedro, Acúrsio, Adjuto e Otão, mais tarde denominados como Santos Mártires de Marrocos, com festa litúrgica a 16 de janeiro; os seus restos mortais foram enviados para Portugal pelo infante D. Pedro.

São Lourenço de Brindes, capuchinho italiano que morreu a 22 de julho de 1619, em Lisboa, foi canonizado por Leão XIII em 1881 e, em 1959, foi proclamado Doutor da Igreja pelo Papa João XXIII.

No próximo dia 15 de outubro vai ser canonizado no Vaticano o sacerdote português Ambrósio Francisco Ferro, que integra o grupo dos chamados “protomártires do Brasil”, mortos nas perseguições anticatólicas, do século XVII, por tropas holandesas.

OC