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Óbito/Porto: D. António Francisco Santos deixou «marcas indeléveis e profundas» - D. Jorge Ortiga

Agência Ecclesia
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D. António Francisco Santos - LFS/Agência ECCLESIA
D. António Francisco Santos - LFS/Agência ECCLESIA

Braga, 13 set 2017 (Ecclesia) – O arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, escreveu uma carta aberta a D. António Francisco Santos, falecido esta segunda-feira, no Porto, onde recorda as “marcas indeléveis e profundas” que o bispo do Porto deixou “no coração dos fiéis”.

Com o título «Morreu um Amigo», o arcebispo de Braga revela que “da próxima vez que estiver com o Papa Francisco dir-lhe-ei que conheci um bispo que deixou as ovelhas com odor a pastor”, lê-se na missiva

D. Jorge Ortiga recorda que a “inteligência lúcida e conselho amigo e competente foram sempre uma ajuda inestimável” e os sacerdotes de Braga recordam-no “com carinho e profundo sentimento de gratidão”.

A “memória prodigiosa e cheia de afeto não conhecia limites a mais um nome, um aniversário, uma história”, sublinha D. Jorge Ortiga sobre o bispo do Porto.

O “sorriso” de D. António Francisco Santos “abriu corações, mitigou conflitos, encurtou distâncias” e seu “olhar penetrante e límpido espelhava o coração de um homem inteiro”, acrescenta na carta.

D. António Francisco dos Santos foi nomeado bispo do Porto em fevereiro de 2014, sucedendo a D. Manuel Clemente, e tomou posse a 5 de abril do mesmo ano.

O falecido bispo era natural de Tendais, no Concelho de Cinfães (Diocese de Lamego) e e foi ordenado padre em dezembro de 1972.

João Paulo II nomeou-o auxiliar de Braga, a 21 de dezembro de 2004, tendo sido ordenado bispo em março de 2005, na Sé de Lamego; Bento XVI escolheu-o como bispo da Diocese de Aveiro, em setembro de 2006 e tomou posse a 8 de dezembro do mesmo ano.

Na Conferência Episcopal Portuguesa, D. António Francisco dos Santos ocupava o cargo de presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana e de vogal da Comissão Episcopal da Educação Cristã e Doutrina da Fé.

O corpo do bispo do Porto está em câmara ardente e as exéquias solenes celebram-se hoje às 15h00, na Catedral diocesana.

LFS



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