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País: Respostas sociais da Igreja «não podem ser lugar de um certo ateísmo prático»

Agência Ecclesia
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Foto: PR/Agência Ecclesia
Foto: PR/Agência Ecclesia

Alertou hoje D. Antonino Dias, durante a 7.ª Assembleia Diocesana da Pastoral Social de Portalegre-Castelo Branco

Castelo Branco, 20 de fev 2016 (Ecclesia) – O bispo de Portalegre-Castelo Branco destacou hoje, em Vila de Rei, a matriz cristã que deve reger as respostas sociais da Igreja, que “não podem ser lugar de um certo ateísmo prático”.

Em entrevista concedida à Agência ECCLESIA, D. Antonino Dias realçou que as instituições não podem ser espaços onde “não se tem nada contra Deus, mas faz-se tudo sem Deus e ele não é chamado a nada”.

E se a maior parte das instituições na diocese “exercem a sua missão, fazem oração com os crentes, têm orações comunitárias, sabem falar de Deus às pessoas, mesmo individualmente, haverá outras que não farão nada e esse é o desafio, fazer com que façam alguma coisa”, apontou o prelado.

D. Antonino Dias presidiu este sábado à 7.ª assembleia diocesana da Pastoral Social e Mobilidade Humana, que levou ao auditório municipal de Vila Real cerca de 240 pessoas, entre sacerdotes, membros das 40 Misericórdias e outras instituições sociais, e representantes dos vários grupos e movimentos pastorais da região.

Uma iniciativa subordinada ao tema “A Misericórdia, Coração da Identidade Cristã”, tendo por base e o Jubileu da Misericórdia que a Igreja Católica está a viver.

O bispo de Portalegre-Castelo Branco destacou à Agência ECCLESIA a importância de “formar” quem participa no trabalho social da Igreja Católica, “para que percebam que estas instituições ligadas à Igreja têm sempre uma identidade muito própria e uma missão que não pode ser esquecida”.

“Portanto estas jornadas são sempre uma ocasião para fortalecer esta capacidade de darmos as mãos e de caminharmos juntos”, completou.

Atualmente, o trabalho social na Diocese de Portalegre-Castelo Branco é assumido quase na totalidade pelas Misericórdias, havendo ainda “alguns centros sociais paroquiais”.

“As Misericórdias são a principal resposta social que temos, fazem aquilo que podem e há um esforço para se fazer cada vez mais”, garantiu D. Antonino Dias.

Para o diretor do Secretariado Diocesano da Pastoral Social e Mobilidade Humana, a 7.ª assembleia diocesana do setor permitiu recolher "pistas para que nos diversos serviços, obras e movimentos as coisas não fiquem todas na mesma".

Elicidio Bilé destacou a importância de uma maior ligação entre o Secretariado, a Caritas Diocesana e os diversos grupos paroquiais de pastoral social.

Para que assim se possa "tentar que em cada comunidade, ou conjunto de paróquias com um pároco em comum, haja uma Cáritas interparoquial ou um outro grupo organizado que permita dar resposta aos problemas", apontou.

PR/JCP



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