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Publicações: História de Portugal contada através de «sete alianças» marianas

Agência Ecclesia
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Livro de D. Francisco Senra Coelho "Nossa Senhora e a História de Portugal" é apresentado esta sexta-feira, em Braga

Lisboa, 07 dez 2017 (Ecclesia) – O livro “Nossa Senhora e a História de Portugal”, de D. Francisco Senra Coelho, vai ser apresentado esta sexta-feira, em Braga, e faz uma leitura da nacionalidade pela presença de Maria em momentos determinantes para a independência de Portugal.

“Portugal é uma Pátria com Mãe! Não uma Pátria órfã, sem saber de onde vem”, afirmou o bispo Auxiliar de Braga à Agência ECCLESIA.

D. Francisco Senra Coelho fez uma opção por “sete marcos, sete alianças” que revelam a presença de Nossa Senhora em momentos decisivos para a História de Portugal, desde a fundação da nacionalidade.

“A independência de Portugal foi, desde logo, agradecida por D. Afonso Henrique a Nossa Senhora”, lembrou o bispo auxiliar de Braga, referindo que o “Mosteiro de Alcobaça, a Igreja da Senhora dos Mártires em Lisboa, a Igreja das Alcáçovas, em Santarém, são votos em ação de graças pela independência de Portugal”.

Para D. Francisco Senra Coelho, a vitória na Batalha de Aljubarrota e a construção do Mosteiro da Batalha revelam a segunda aliança e a terceira resulta da epopeia marítima e a gratidão expressa pela decisão de construir a Igreja de Santa Maria de Belém, por D. Manuel I.

A Restauração da Independência, em 1640, leva D. João IV a coroar Nossa Senhora como rainha de Portugal e a abdicar da coroa pela corte de Portugal, que deixa de a usar “porque Nossa Senhora é, de facto, a Rainha”.

“O Movimento Concecionista foi também emergente de apoio político ao Duque de Bragança. Ao proclamar Nossa Senhora da Conceição como Padroeira, agradeceu esse apoio político, que tinha na sua simbologia máxima a defesa e o apoio de Nossa Senhora da Conceição”, afirmou o bispo auxiliar de Lisboa.

A quinta aliança decorre das Invasões Francesas, quando D. João VI “quis agradecer aos que ficaram em Portugal, com o risco de vida, pela heroicidade na proclamação do sentido nacional”, criando a Real Ordem da Senhora da Conceição.

As consequências do liberalismo, nomeadamente a “aposta na racionalidade e na compreensão de Deus sem dogmas de fé” provocou um movimento popular que leva à construção da Basílica do Sameiro, em Braga, no século XIX.

Para D. Francisco Senra Coelho, Fátima traduz da sétima aliança com Nossa Senhora, agora num movimento diferente, uma vez que é Maria que pede a “três crianças” que sejam portadoras de uma “mensagem de paz”.

“É aquela com quem um povo fez aliança e de quem se socorreu que agora vem pedir ao povo sofrido do extremo da Europa que leve uma mensagem de paz a todo o Continente e ao mundo”, afirma.

D. Francisco Senra Coelho considera, na entrevista publicada esta sexta-feira no semanário Ecclesia, que existe uma “consciência de desígnio, de filhos, num povo que tem uma aliança com a Mãe e é sempre ela que vem em ajuda”.

O livro “Nossa Senhora e a História de Portugal”, de D. Francisco Senra Coelho, editado pela Paulus, é apresentado esta sexta-feira, dia 8 de dezembro, em Braga, na Cripta do Sameiro, às 17h30, pelo cónego José Paulo Leite de Abreu, vigário-geral da Arquidiocese de Braga.

D. Manuel Clemente assina o prefácio da obra, onde afirma que muitos momentos da História de Portugal “ganharam cor religiosa”, “particularmente mariana”.

“Como se detalha nestas páginas, da fundação ao interregno, do interregno à restauração, da restauração ao oitocentismo e finalmente em Fátima, a nossa história, em geral, e muitas histórias, em particular, ganharam cor religiosa, porque referidas a Deus. E particularmente mariana, porque “protagonizadas” por Santa Maria, sua Mãe”, escreve o cardeal-patriarca de Lisboa.

PR