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Publicações: «O sacerdócio feminino não há de ser uma cópia do sacerdócio masculino»

Agência Ecclesia
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Foto: Edições Tenacitas - Padre Vasco Pinto de Magalhães
Foto: Edições Tenacitas - Padre Vasco Pinto de Magalhães

Tema analisado pelo padre Vasco Pinto de Magalhães na obra «Olhar para Maria e ver a Igreja»

Lisboa, 31 mai 2016 (Ecclesia) – O livro do padre Vasco Pinto de Magalhães ‘Olhar para Maria e ver a Igreja’ não aprofunda o tema do sacerdócio feminino, mas aponta um “caminho” para uma “questão de sempre que nem sempre foi abordada de maneira justa”.

“Estamos sempre à procura do lugar da mulher por comparação com o lugar do homem e acho que é um erro fundamental porque é o feminismo errado. O problema não é o que é que a mulher pode fazer que o homem faça, é o que é que a mulher pode fazer que ainda não faz”, disse o sacerdote da Companhia de Jesus (Jesuíta) à Agência ECCLESIA.

Sobre esta “questão de sempre mas que nem sempre foi abordada de maneira justa”, o autor considera que “está por explorar teológica e biblicamente” o lugar da mulher e a seu missão sacerdotal.

“Há sempre um erro que é pôr a mulher a fazer aquilo que o homem faz, em vez de a pôr a fazer aquilo que ela pode fazer mais, segundo a dimensão feminina de Deus. Porque Deus é pai e é mãe”, desenvolveu.

‘Olhar para Maria e ver a Igreja’, com a chancela Edições Tenacitas, apresenta 31 reflexões, uma para cada dia do Mês de Maio, escritas em dois meses, acompanhando desenhos feitos pelo autor há 50 anos quando estava no noviciado da Companhia de Jesus.

A nova obra apresenta os temas marianos que “facilmente se aprendem no Evangelho” - a anunciação, a visitação, a subida ao templo – com os “grandes temas teológicos” com a “colaboração de Maria na redenção, a sua figura no livro do Apocalipse como figura da Igreja”.

O padre Vasco Pinto Magalhães destaca que o título central de Maria é “ser paradigma” daquilo que a Igreja deve ser e está-se “sempre à volta” com as questões do que é a Igreja, para onde a Igreja caminha quando, às vezes, falta um paradigma e procura-se “outro mais social”.

“Creio que Nossa Senhora no seu significado mais profundo teológico é a figura humana daquilo que a Igreja pode ser: Uma comunidade aberta ao espírito que gera Cristo no mundo e gera irmãos de Jesus e, portanto, é a acolhedora de Deus que gera no mundo a presença de Cristo”, desenvolveu o sacerdote.

A cronista Laurinda Alves apresentou a nova obra do sacerdote Jesuíta e considera-a uma “espécie de tesouro” que vale muito mais do que um livro porque “está carregado de simbolismo”, não só por causa de Nossa Senhora e da Igreja, da relação de cada pessoa com Maria, mas pelos desenhos que ilustram as reflexões e a sua representação em barro.

“O padre Vasco é como o oleiro que faz barro e fez nascer uma Nossa Senhora que está na capa do livro e está na capela do noviciado”, acrescenta a também professora universitária.

‘Olhar para Maria e ver a Igreja’ é um livro que, segundo a jornalista, fazia muita falta” porque no Mês de Maria o autor “mostra o que é a Igreja”, o que devem ser as pessoas “umas com as outras”.

Laurinda Alves destaca ainda que o sacerdote da Companhia de Jesus é uma pessoa “muito afetiva mas também muito efetiva” que “coordena e conjuga bem” o coração e a razão, tendo “seguidores” que o acompanham pela forma “como fala, como traduz” a realidade bíblica, a pessoa de Jesus, de Nossa Senhora “para o concreto da vida”.

O padre Vasco Pinto de Magalhães nasceu em Lisboa, em 1941, e entrou na Companhia de Jesus em 1965; É licenciado em Filosofia pela Universidade Católica e em Teologia pela Universidade Gregoriana (Roma).

CB/PR



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