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Reitor do Santuário de Fátima não ficou surpreendido com as críticas

Luís Filipe Santos
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“A notícia não me chocou, não me surpreendeu, porque na realidade ando há meses com este processo na mão. Aliás nem me chocará nada que surjam outros episódios deste género. Porque estas pessoas quando se empenham com esta força toda não desistem de um momento para outro” – disse Mons. Luciano Guerra, Reitor do Santuário de Fátima, na conferência de Imprensa, realizada hoje, dia 29 de Setembro, depois das notícias veiculadas pelo jornal «Correio da Manhã». Aos jornalistas disse que recebeu cerca de 200 cartas – “desde a aprovação até à máxima condenação, que é acusar-me de heresia e sacrilégio” - sobre a presença dos Hindus e de Dalai Lama no Santuário de Fátima. Ao ser questionado se o Vaticano reagiu negativamente àqueles episódio, Mons. Luciano Guerra sublinhou que “O Vaticano é um corpo que consta de muitas pessoas, são alguns milhares. É possível que, não digo zangados, alguns tenham estranhado”. Ao referir-se à sua substituição, o reitor do Santuário adianta que “em princípio, quem processa as demissões é quem processa as nomeações. Eu fui nomeado pelo bispo de Leiria. Em principio é o bispo de Leiria que me deve demitir. O bispo de Leiria foi nomeado certamente pela Santa Sé, pelo Papa, portanto em princípio devia de ser o Papa a demitir. Não vejo porque é que a Conferência Episcopal possa ter aqui lugar”. Em relação às criticas que recebeu dos sectores mais conservadores da Igreja, Mons. Luciano Guerra refere que este problema “não se esclarece”. E avança: “ há questões temperamentais e de história da pessoa que está na base de tudo isto”.


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