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Sociedade: «Católicos na praça pública» devem ter presença, voz e ação

Agência Ecclesia
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«DatesCatolicos.org» vai assinalar primeiro aniversário

Lisboa, 19 out 2016 (Ecclesia) – A diretora de advocacy da União Europeia para a organização sem fins lucrativos 'ADF Internacional', Sophia Kuby, esteve em Lisboa para falar sobre os ‘Católicos na praça pública’ quando a sociedade “debate grandes questões sobre a humanidade”.

“Estão em debate na sociedade grandes perguntas sobre ética e como cristãos, como católicos podemos contribuidor para estas questões com algo muito válido porque temos uma visão do ser humano que respeita a dignidade humana, a igualdade entre todas as pessoa”, disse a conferencista à Agência ECCLESIA.

Na peça transmitida hoje no programa ‘Fé dos Homens’, na RTP2, segundo Sophia Kuby a visão do ser humano e da sociedade baseadas na dignidade humana e no bem comum é algo de “muito precioso” que a Igreja Católica tem para contribuir para a reflexão pública.

“Como cristãos, e particularmente como católicos, com uma Doutrina Social bastante desenvolvida e com reflexões éticas bastante desenvolvidas sobre dignidade humana isto é algo que tem de ser ouvido”, acrescentou no Centro Cultural Franciscano.

A diretora de advocacy da 'ADF Internacional' explica que como católicos é preciso “treinar melhor” para ser realmente uma voz no debate público”.

Neste contexto, na iniciativa promovida pela plataforma online datescatolicos.org, a ativista refere que é preciso “ganhar confiança” e ter uma atitude que “não apresente desculpas por ser uma voz na sociedade”, por contribuir para o debate corrente

“Precisamos mudar a atitude especialmente não somos cidadãos de segunda classe, não temos uma voz que é menor, antes pelo contrário, temos algo para contribuir e temos de questionar se estamos realmente convencidos que temos respostas preciosas para o debate público que nenhuma outra voz contribui da mesma forma”, desenvolveu Sophia Kuby.

O bispo-auxiliar de Lisboa, D. Nuno Brás, considera que, teoricamente, “devia ser normal católicos na praça pública” num país com uma cultura de raiz católica mas “de algumas décadas a esta parte isso não acontece”.

“Há de certa forma um complexo de inferioridade dos católicos em se mostrarem como tal e com toda a normalidade diante de toda a gente. Ultimamente temos assistido alguns exemplos contrários, não no sentido de arvorar bandeiras restauracionistas, mas uma normalidade”, acrescentou o prelado.

D. Nuno Brás, que apresentou a diretora de advocacy da União Europeia para a organização sem fins lucrativos 'ADF Internacional', disse que são precisas instituições, organizações, que mostrem que os cristãos “longe de ser oporem à realidade europeia são antes a alma”.

“Os cristãos são muitas vezes contra a corrente daquilo que os bem-pensantes europeus querem impor. Esta instituição é antes de mais nada este mostrar e o reivindicar até este espaço público para os cristãos”, acrescentou o bispo auxiliar de Lisboa.

A conferência ‘Católicos na praça pública’ foi promovida pelos mentores a página na internet ‘datescatolicos’ com o objetivo de apresentar um “bom exemplo” que nas instâncias europeias “promove os valores cristãos da vida, da família, da liberdade religiosa”.

Para António Pimenta de Brito, cada vez mais, num mundo global trazer contributos “de outros países é muito interessante” e, na sua opinião, Sophia Kuby para além da sua experiência também ouviu “um pouco a experiência portuguesa”.

Este sábado, o datescatolicos.org celebra o seu primeiro aniversário e anuncia o pré-lançamento online do livro sobre “relações, dating e espiritualidade”.

CB