Nacional

Último adeus a D. Custódio Alvim Pereira

Pontifício Colégio Português
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No altar da Cátedra da Basílica de S. Pedro em Roma, pelas 9 horas do dia 14 de Novembro de 2006, celebrou-se a Liturgia do Funeral do Arcebispo Emérito de Lourenço Marques D. Custódio Alvim Pereira. A celebração foi presidida pelo Arcipreste da Basílica Vaticana, o Arcebispo D. Ângelo Comastri. Concelebraram três Bispos, entre os quais D. Ilídio Leandro, Bispo de Viseu, Diocese natal de D. Alvim. Concelebraram, ainda, quarenta presbíteros do Cabido de S. Pedro, do Pontifício Colégio Português e outros sacerdotes. Participaram nesta celebração as Irmãs Franciscanas Hospitaleiras da Imaculada Conceição, que acompanharam D. Alvim desde 1974, o Embaixador de Portugal junto da Santa Sé, familiares, religiosos, e outras pessoas amigas. Toda a Liturgia Exequial foi marcada pelo Mistério Pascal salientando-se a dimensão da esperança da qual D. Alvim foi testemunho. A seguir à celebração o corpo foi sepultado na Capela-jazigo do Colégio Português, sita no Cemitério do Campo Verano em Roma. Foi acompanhado pelo Bispo de Viseu, pela Direcção do Colégio Português, pelo Reitor do Seminário Maior de Viseu, pelas irmãs Franciscanas, pelos familiares e outros padres e amigos. D. Custódio Alvim Pereira licenciou-se em Estudos Bíblicos no Pontifício Instituto Bíblico e em Direito Canónico na Pontifícia Universidade Lateranense, em Roma. Serviu o Pontifício Colégio Português de 1946 a 1958, ano em que foi nomeado Bispo Auxiliar de Lourenço Marques. Mais tarde foi Arcebispo da mesma Arquidiocese e em 1974 voltou a Roma. Desta vez, viveu na Casa Madonna di Fátima, sendo membro do Cabido da Basílica de S. Pedro. Quem conheceu D. Alvim sabe que era um homem de Deus. O seu temperamento determinado, “bebido” das fontes graníticas do Caramulo-Viseu, caracterizaram-no, fazendo dele um virtuoso padre da “velha-guarda”, no sentido do seu carácter de firmeza e fidelidade à Tradição da Igreja. Era-lhe reconhecida a grande devoção a Nossa Senhora e aos Anjos Custódios de Portugal. Como Padre Conciliar, participou na abertura da Igreja ao mundo. O seu espírito crítico em relação a muitas mudanças operadas pelo Concílio Vaticano II nunca o afastaram da comunhão eclesial. À luz do Mistério Pascal de Cristo e na comunhão dos Santos, a sua memória continua presente em todos aqueles que, de longe ou de perto, tiveram a graça de o conhecer. Pontifício Colégio Português


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