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Viana do Castelo: Pobreza e desemprego são «desafios» da diocese mais jovem do país

Agência Ecclesia
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Monte de Santa Luzia
Monte de Santa Luzia

Território é tema em destaque da nova edição do Semanário ECCLESIA

Viana do Castelo, 27 mai 2016 (Ecclesia) – A mais jovem diocese do país, Viana do Castelo, mostra hoje uma Igreja Católica dinâmica e comprometida com as pessoas, na luta contra problemas como a pobreza e o desemprego.

Num texto publicado na edição mais recente do Semanário ECCLESIA, o padre José da Silva Lima dá conta de uma diocese “voltada para o futuro” e para a abertura de “novos caminhos” que vão ao encontro das necessidades.

Nos últimos anos, “muitos minhotos” têm vindo a enfrentar a dura realidade da pobreza e do desemprego.

O último relatório da Cáritas Portuguesa, relacionado com o número de atendimentos, coloca Viana do Castelo entre as dioceses mais carenciadas do país.

Em 2015, cerca de 1500 famílias e 4000 pessoas recorreram aos serviços da organização católica, para obterem apoio para as suas dificuldades.

O desafio da pobreza requer da Igreja Católica não só o serviço solidário mas também um redobrado trabalho de “evangelização e de esperança”, realça o padre José da Silva Lima.

O sacerdote aponta ainda outros “desafios hodiernos”, como o desemprego, que apela à “imaginação” por parte da Igreja, na busca de alternativas, mas também ao empenho na “inclusão” destas pessoas.

A formação cristã e familiar, bem como o reforço da participação dos leigos na vida da Igreja são outros projetos aos quais a diocese minhota, criada em 1977, tem estado particularmente atenta.

A aposta na “catequese familiar”, que está “em marcha em várias paróquias”, em novos “areópagos de aprofundamento da fé” bem como num “novo organigrama da geografia paroquial”, são provas de um “dinamismo que não enfraqueceu”.

O padre Pablo Lima, presidente do Instituto Católica de Viana do Castelo, destaca a vitalidade que vem do facto de Viana do Castelo “ser uma das dioceses portuguesas com o presbitério mais jovens e numeroso, em termos proporcionais”.

É também uma região onde a prática cristã continua bastante enraizada, ainda que seja necessário continuar a “promover uma fé esclarecida”, pois “a religiosidade popular só por si não é garantia de vida cristã”.

No dossier do Semanário ECCLESIA, o sacerdote recorda o legado de Frei Bartolomeu dos Mártires (1514-1590), antigo arcebispo de Braga e também responsável pelo território que hoje compreende as dioceses de Viana do Castelo, Bragança-Miranda e Vila Real, uma figura que está a caminho da canonização.

“Não são as suas relíquias, mas as suas obras que temos de passar de mãos em mãos; a sua doutrina – não os seus despojos – são a maior herança que nos deixou”, frisa o padre Pablo Lima.

JCP



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