Vaticano

Papa: «Saber falar ao coração dos jovens» num tempo marcado pela «superficialidade»

Agência Ecclesia
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Foto: @Ansa
Foto: @Ansa

Francisco destacou o tema da interioridade, numa mensagem dirigida às academias pontifícias do Vaticano

Cidade do Vaticano, 06 dez 2017 (Ecclesia) – O Papa destacou a importância da Educação e da Cultura saberem ir ao encontro dos desafios dos jovens, no âmbito da 22.ª sessão solene pública das academias pontifícias presentes na Santa Sé.

“Saibam falar aos corações dos jovens, saibam valorizar a rica herança do património da tradição latina para educá-los no caminho da vida e acompanhá-los ao longo das estradas ricas de esperança e confiança”, exortou Francisco, numa mensagem remetida a D. Gianfranco Ravasi.

Cardeal italiano que é o atual presidente do Conselho Pontifício para a Cultura, e também do Conselho de Coordenação entre as Academias Pontifícias.

De acordo com a Rádio Vaticano, o Papa argentino apontou a temática da “interioridade” como uma questão central aos estudos académicos e à investigação na Igreja Católica.

Não só por esta noção “do coração, da consciência e autoconsciência” estar “presente em toda a cultura e também nas diferentes tradições religiosas”.

Mas porque se trata de um problema que surge hoje com mais “urgência e força”, num tempo “muitas vezes caracterizado pela aparência, pela superficialidade”.

Para o Papa, aqui entra a responsabilidade que o mundo académico deve ter pelas novas gerações, que são as primeiras vítimas do atual contexto social e humano.

“Jovens que, iniciando a grande aventura da vida, muitas vezes se envolvem nos labirintos da superficialidade, da banalidade, do sucesso exterior que esconde um vazio interior, da hipocrisia que camufla a divisão entre as aparências e o coração, entre o corpo bonito e cuidado, e a alma vazia e árida”, completou Francisco.

O encontro das sete academias pontifícias da Santa Sé, realiza-se anualmente desde 1995, é “um incentivo à pesquisa e ao aprofundamento de temas fundamentais para a visão humanista cristã”, recorda o Papa no mesmo texto.

JCP



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