Vaticano

Igreja/Cultura: Pintor português entregou quadro ao Papa da «simplicidade»

Agência Ecclesia
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Oscar Casares, de Braga, homenageou «figura incontornável», num quadro de grandes dimensões

Roma, 10 dez 2014 (Ecclesia) – O artista plástico bracarense Oscar Casares entregou hoje ao Papa o retrato que fez num óleo sobre tela, intitulado ‘Miserando atque eligendo Franciscus’,num momento descrito em duas fases de “emoção muito grande” e nervosismo.

“Foi bastante emocionante porque teve dois momentos altos”, começou por explicar o artista plástico bracarense à Agência ECCLESIA, após o encontro, no Vaticano.

“Primeiro foi ver a minha obra a sair da Basílica de São Pedro diretamente pela porta principal para a praça e o segundo momento foi quando tive oportunidade de cumprimentar o Papa Francisco”, desenvolveu Oscar Casares.

Num momento de “emoção muito grande” com um “pouco nervoso” à mistura, o artista português e o Papa argentino cumprimentaram-se, Francisco observou a obra e disse que “todos que viram a obra ficaram maravilhados”, relata o interlocutor.

Deste momento, no final da audiência geral desta quarta-feira na Praça de São Pedro, o artista plástico bracarense destaca a “simplicidade” que sentiu de Francisco e vai guardar a “figura de um Papa simples, humilde e bastante próximo das pessoas”.

O Papa, segundo Oscar Casares, disse “para a próxima pinte um quadro com a Nossa Senhora e os anjos” e por coincidência, neste momento, o autor entre duas obras marianas, “um a concluir e outro a projetar”.

“Estou a pintar a Nossa Senhora do Minho, sem os anjos, e depois tenho uma encomenda para o Santuário de O Corpiño, na Galiza”, adiantou.

O retrato do Papa Francisco foi a primeira obra que o artista plástico fez em quatro anos, depois de “uma fase de vida menos boa de doença”, e à qual dedicou “mais de sete meses”.

Nesta obra em óleo sobre tela, Francisco está representado num trono papal sobre um círculo que representa o universo, o firmamento onde se podem observar alguns elementos como a “simbologia associada ao crucifixo, a pomba que simboliza o Espírito Santo” e o “próprio marmoreado”, explicou Oscar Casares em outubro à Agência ECCLESIA.

Na memória descritiva, enviada também na altura, o artista plástico bracarense revela que “o enigmático sorriso e doce olhar do Papa foram estudados de forma a causar uma ilusão de ótica ao espetador”.

No caso do olhar “se observado de qualquer ângulo, parece seguir o observador” que também é “atraído” pelos “gastos sapatos pretos que simbolizam a jornada do Papa”.

“A pintura e a sua composição são absolutamente originais e não uma reprodução a partir de fotografias”, informou o artista português.

CB



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