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Vaticano: Francisco pede fim dos confrontos na Venezuela

Agência Ecclesia
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Venezuelanos na oração do ângelus, Praça de São Pedro, 01.03.2015
Venezuelanos na oração do ângelus, Praça de São Pedro, 01.03.2015

Papa lembra adolescente assassinado na última semana e alerta para clima de tensão no país sul-americano

Cidade do Vaticano, 01 mar 2015 (Ecclesia) – O Papa Francisco alertou hoje no Vaticano para o clima de “forte tensão” na Venezuela e recordou o adolescente assassinado na última semana, durante manifestações estudantis.

“Desejo recordar a Venezuela, que está a viver de novo momentos de forte tensão. Rezo pelas vítimas e, em particular, pelo rapaz morto há poucos dias”, declarou, perante milhares de pessoas reunidas na Praça de São Pedro para a recitação do ângelus.

Kluiver Roa, de 14 anos, morreu esta terça-feira depois de ser atingido a tiro por um polícia, durante protestos na cidade de San Cristóbal, oeste da Venezuela, num momento em que cresce a tensão no país, como consequência da crise económica e da ofensiva do Governo contra a oposição política.

“Exorto todos à recusa da violência e ao respeito pela dignidade de todas as pessoas e pela sacralidade da vida humana, encorajando-os a empreender um caminho comum pelo bem do país, para abrir de novo espaços de encontro e de diálogo sinceros e construtivos”, apelou o Papa.

Francisco concluiu a sua intervenção com uma oração por intercessão da Virgem de Coromoto, padroeira da Venezuela.

A Conferência Episcopal do país emitiu esta semana um comunicado no qual pedia às autoridades locais que não utilizassem armas para reprimir manifestantes.

“Pedimos encarecidamente às autoridades civis, militares e policiais, que não usem nem métodos nem armamento contrários à legalidade e à dignidade dos seres humanos”, referia o comunicado lido por D. Mário Moronta, bispo de San Cristóbal, localidade onde o estudante foi assassinado, em que se salienta que “o protesto é um direito dos cidadãos”.

A oposição política está a impulsionar um “acordo nacional para a transição” que foi designado pelo Governo do presidente Nicolás Maduro como uma tentativa de golpe de Estado, ameaçando os seus promotores com a prisão.

OC



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