Presidente da República Portuguesa acompanhou Procissão das Velas

Fátima, 13 mai 2018 (Ecclesia) – O presidente da República Portuguesa destacou hoje em Fátima a dimensão “universal” do Santuário nacional e a sua importância como “sinal de paz”.

“Fátima é universal, não há dúvida: é universal para os católicos, mas é universal para os que não são católicos, é um sinal de paz, de encontro, de ecumenismo, e isso é muito importante para Portugal”, disse Marcelo Rebelo de Sousa aos jornalistas.

O chefe de Estado marcou presença na Cova da Iria, a título pessoal, acompanhado pela presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic.

“Queria dizer que foi muito impressionante aquilo que pudemos ver”, assinalou, após as celebrações da vigília da peregrinação internacional aniversária do 13 de maio.

Marcelo Rebelo de Sousa falou de um “momento especial” e sublinhou a presença de peregrinos de diversas proveniências.

“Penso que ainda estava mais gente do que é habitual, muito mais diversa em termos de origens, mais peregrinações inesperadas, por exemplo, da Índia, que não é muito vulgar, e mais do que é costume de países latino-americanos”, declarou.

O chefe de Estado destacou ainda a novidade de esta peregrinação ser presidida por um bispo chinês, o cardeal John Tong, antigo responsável pela Diocese de Hong Kong

Acompanhado por Kolinda Grabar-Kitarovic, Rebelo de Sousa começou por dizer que este momento de fé une católicos de Portugal e da Croácia, marcados pela devoção à Virgem Maria, que consideram como a sua “rainha”.

“Partilhamos este momento, que foi muito emotivo”, relatou.

Marcelo Rebelo de Sousa falou depois da questão da eutanásia, recordando que promoveu uma “série de iniciativas do Conselho Nacional de Ética”, que levaram a debates por todos o país.

Para o presidente da República, este é o tempo de o Parlamento se pronunciar, afirmando esperar “serenamente” por um eventual diploma.

“O Parlamento irá pronunciar-se na generalidade, no dia 29, depois haverá naturalmente o processo próprio e eu esperarei”, assinalou.

O chefe de Estado espera ainda que este ano seja “muito diferente” de 2017 no que diz respeito aos incêndios.

OC

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