Graça Franco projeta novo ano e diz que católicos são chamados a manifestar «as suas convicções» nas eleições

Lisboa, 03 jan 2019 (Ecclesia) – A diretora de informação da Rádio Renascença, Graça Franco, disse que o Papa Francisco tem uma “mensagem para todo o mundo” que se vai concretizar nas suas várias viagens, em 2019.

Em declarações à Agência ECCLESIA, a jornalista realça que o pontífice se “multiplica em duas funções”, durante as suas visitas internacionais: nalguns sítios vai como chefe de Estado, noutros países, “quando deixam, vai, sobretudo, como pastor”.

Francisco começa as viagens já em janeiro, com a presença na Jornada Mundial da Juventude 2019, entre os dias 23 e 28, no Panamá.

“Vai pedir uma revolução de serviço”, destaca Graça Franco, salientando que o Papa vai ao encontro de quem deixou a Igreja Católica por encontrar noutras comunidades “uma Igreja mais próxima, capaz de olhar as pessoas concretas”.

A Jornada Mundial da Juventude vai ser o primeiro grande encontro de jovens depois do Sínodo dos Bispos dedicado à juventude, realizado em outubro de 2018, e uma “ocasião de chamar a aplicar as conclusões” do encontro, dando corpo a “uma Igreja em saída, que vai a caminho, uma Igreja alegre, que transmite uma mensagem”.

Graça Franco salientou que as Jornadas Mundiais, que começaram por iniciativa do Papa São João Paulo II, “são muito importantes” sendo conhecidas histórias de “muitas conversões de jovens que estavam afastados da Igreja”.

“Hoje são muito importantes porque em muitos países os jovens católicos são uma minoria pequena; É extraordinariamente importante para reforçar essa convicção, e mostrar que é possível ser jovem no século XXI e viver o catolicismo”, desenvolveu.

Nos primeiros meses deste novo ano, o Papa também vai visitar de 3-5 de fevereiro os Emirados Árabes Unidos, onde a Igreja Católica “é ultraminoritária” e é preciso tratar “com pinças todas as questões do diálogo inter-religioso”.

O encontro internacional sobre ‘Fraternidade Humana’ recorda os 800 anos do encontro de São Francisco de Assis com o sultão do Egito, em 1219.

De 21 a 24 de fevereiro, num encontro com presidentes das conferências episcopais de todo o mundo, o Papa “vira-se para dentro da própria Igreja” e tenta a “comunhão absoluta” com o que são “indicações muito claras para expurgar” os abusos sexuais, “ferida aberta em múltiplas Igrejas”.

“Há uma responsabilidade muito grande da Igreja em combater com todos os meios e colocar as vítimas em primeiro lugar estejam onde estiverem no tempo em que tenham ocorrido esses pecados gravíssimos”, desenvolveu Graça Franco, considerando que o “Papa percebeu que não basta dar instruções”.

Já nos dias 30 e 31 de março, Francisco visita em Marrocos, um país “igualmente distante do ponto de vista da religiosidade”, destaca a diretora de informação da Rádio Renascença realçando “a ideia do Papa peregrino, instrumento da paz”.

Em Portugal destacam-se as eleições, primeiro para o Parlamento Europeu, e para a Assembleia da República, em outubro, onde os “cristãos, e nomeadamente os católicos”, são chamados a manifestar “as suas convicções”.

“Estas eleições vão ser muito marcadas pelo surgimento de partidos, de fações, de pessoas que vêm com uma mensagem muito xenófoba e, claro, entendimento da Europa numa perspetiva não cristã”, realça Graça Franco.

HM/CB/OC

Igreja: 2019 projeta-se como ano de «recorde» de viagens para o Papa

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