Longe da azáfama das praias que fervilham de gente por estes dias, continua a existir um Algarve desconhecido, mais genuíno, com muito por desvendar. Esse é o Algarve do interior, entre a serra e o barrocal, onde a vida se movimenta a outro ritmo, mais calmo e também mais acolhedor. 

É esse Algarve que dá a conhecer a Via Algarviana – a Grande Rota (GR13) pedestre que atravessa o interior da região entre Alcoutim e o Cabo de São Vicente – propondo memórias inesquecíveis a quem se atrever percorrê-la. Concluída em 2006, partindo da indicação de um antigo Trilho Moçárabe (percurso utilizado por peregrinos entre Mértola ao Cabo de São Vicente), a Via Algarviana proporciona a quem se decida percorrê-la a pé ou de bicicleta, sozinho ou em grupo, um encontro entre a natureza, a espiritualidade e a cultura. No fundo trata-se de uma viagem de aventura por séculos de história, um retorno às raízes, aos aromas da natureza e aos sabores da terra, um reencontro com as tradições culturais, gastronómicas e religiosas.

Ao longo de 300 quilómetros (que se podem estender a 800 com as ligações que lhe dão acesso), a Via Algarviana é composta por 14 setores, devidamente sinalizados, que atravessam as serras do Caldeirão, Espinhaço de Cão e Monchique, com possibilidade de ser percorrida integralmente ou subdividindo os setores, por rotas pequenas ou temáticas, com percursos complementares ou áudio-guiados, com guia e mapas com locais de descanso, apoio e alojamento, tudo disponível no sítio viaalgarviana.org.

Samuel Mendonça

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