Servas de Nossa Senhora de Fátima estão há dez anos em Cassongue, na Diocese do Sumbe, numa comunidade com lideranças confiadas aos leigos

Henrique Matos e João Pedro Gralha, enviados da Agência ECCLESIA a Angola

Cassongue, Angola, 22 out 2018 (Ecclesia) – A Congregação das Servas de Nossa Senhora de Fátima (SNSF) chegaram em 2009 ao Kuanza-Sul para um trabalho pastoral e social na Paróquia de S. José em Cassongue, uma região a 500 quilómetros de Luanda, no interior de Angola.

Três religiosas portuguesas, Maria Olinda, Ana Maria Carreira, Teresa Anjo e uma angolana, Rosária Monteiro, ajudam a construir, nesta região de Angola, uma Igreja que está confiada aos leigos.

“É da missão que eu gosto” diz a irmã Maria Olinda para sublinhar o entusiasmo que lhe desperta o trabalho direto com as pessoas e os grupos paroquiais.

“As pessoas são muito alegres e disponíveis”, refere a religiosa.

A Paróquia de S. José, em Cassongue, divide-se em várias zonas, cada qual com várias comunidades, onde o padre Úrsula Morais conta com o trabalho das SNSF para trazer a novidade necessária a uma igreja muito jovem, mas também muito dispersa.

“É difícil o padre chegar a todas as comunidades, elas têm de ter autonomia e capacidade para progredir e celebrar a fé sem o padre e sem as irmãs”, lembra o padre Úrsula Morais.

Para este sacerdote da diocese do Sumbe, os jovens representam a esperança no futuro, porém, “a falta de oportunidades e de escolas superiores e politécnicas obriga os jovens a partir o que fragiliza a comunidade”.

As Servas de Nossa Senhora de Fátima acolhem também na sua residência um grupo de raparigas que estudam a sua vocação, vindas de várias comunidades e que são “vocacionadas”, como Igreja em Angola define estes grupos que estudam a sua vocação.

“O nosso objetivo é ajudá-las nessa descoberta, gostávamos muito que um dia viessem para a vida consagrada, mas para já, o principal é serem boas cristãs”, afirma a irmã Rosária Monteiro, angolana e a mais jovem das religiosas desta comunidade.

Em Cassongue, o trabalho das Servas de Nossa Senhora de Fátima também se faz sentir no Hospital Municipal, onde a irmã Teresa Anjo é enfermeira e exerce a sua profissão no Serviço de Pediatria desta unidade de saúde.

“Aqui faltam muitos meios, lutamos com escassez de medicamentos, mas o que agrava o estado de saúde das pessoas é a falta de conhecimento para evitar comportamentos de risco”, afirmou.

No seu trabalho diário, a religiosa portuguesa depara-se com muitas situações de má nutrição e doenças que poderiam ser evitadas com simples atitudes preventivas.

As Servas de Nossa Senhora de Fátima são uma Congregação religiosa portuguesa fundada por Luiza Andaluz; para além da presença em diversas comunidades no nosso país, estão presentes no Luxemburgo e Bruxelas onde trabalham junto das comunidades portuguesas, e também no Brasil, S. Tomé, Moçambique e Angola onde chegaram em 1997.

HM/PR

Fotos Henrique Matos, missão das Servas de Nossa Senhora de Fátima para Paróquia de São José, em Cassongue, Angola

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