Grupo de sacerdotes católicos emitiu comunicado a pedir mais apoio do Estado às populações carenciadas do país

Cidade do Vaticano, 18 out 2018 (Ecclesia) – Um grupo de sacerdotes argentinos emitiu um comunicado onde deixa várias críticas à situação de pobreza e carência que atinge atualmente grande parte da população no país.

Na missiva, publicada pelo serviço informativo da Santa Sé, os padres destacam que “é imprescindível valorizar o esforço realizado pelo pobre povo trabalhador, no sentido de viver com dignidade”.

“Isto merece um compromisso de todos para construir pontes de proximidade, apostando numa cultura de encontro”, apontam aqueles responsáveis, que destacam de modo concreto a urgência de abrir canais de diálogo entre os mais desfavorecidos e o Estado, com o contributo dos movimentos sociais.

Organismos que  sabem “que a Terra é a nossa Casa Comum. E que toda a família tem direito a um pedaço de terra, a ter um teto”.

“Os movimentos sociais, das mais variadas formas, contribuíram para a criação da lei de emergência social, um processo muito valioso porque permitiu ajudar a sustentar os trabalhadores mais pobres. Trabalhadores estes que lutam diariamente para sobreviver e deixam a sua marca na economia”, frisam os sacerdotes.

Os últimos números avançados em agosto deste ano pelo Observatório para a Dívida Social, da Universidade Católica da Argentina, indicava que pelo menos um em cada 10 argentinos passa atualmente por dificuldades económicas, estimando-se que cerca de 11 milhões de pessoas vivam abaixo do limiar da pobreza.

Refira-se que os sacerdotes responsáveis por este comunicado trabalham atualmente no bairro de Chabola, um dos pontos mais carenciados do país.

JCP

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