Lisboa, 09 ago 2018 (Ecclesia) – O antigo campo de concentração nazi de Auschwitz vai acolher a partir de domingo, pela nona vez, um seminário organizado pela Fundação São Maximiliano Maria Kolbe, com o objetivo de “promover o diálogo, a reconciliação e a paz”.

O arcebispo de Bamberga e presidente da Comissão “Igreja no mundo” da Conferência Episcopal Alemã, D. Ludwig Schick, ressalta a importância da iniciativa, em declarações ao portal de notícias do Vaticano.

“A disponibilidade para enfrentar as muitas feridas e as ruturas nas relações sociais cria novas perspetivas”, afirma.

“O facto de alemães e polacos organizarem um seminário europeu em Auschwitz é um sinal concreto e encorajador de que a violência e as feridas não devem ter a última palavra. A Europa tem hoje necessidade urgente de espaços como este”, acrescenta.

A iniciativa vai reunir cerca de trinta participantes da Polónia, Alemanha, Rússia, Ucrânia, Bósnia-Herzegóvina, Albânia, Irlanda, países bálticos, Itália, Holanda e Eslovénia.

As “feridas e as cicatrizes provocadas pelos horrores de Auschwitz e pela II Guerra Mundial” estarão no centro dos trabalhos deste ano.

“Auschwitz jamais deve repetir-se”, sublinha D. Ludwig Schick.

O programa prevê encontros com a direção do Memorial de Auschwitz e alguns sobreviventes.

OC

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