Responsável pelo setor destaca necessidade de criar cultural de inclusão

Bragança, 03 dez 2018 (Ecclesia) – O responsável do Serviço de Pastoral a Pessoas com Deficiência da Diocese de Bragança-Miranda considera que ainda há “muita mudança a fazer” no pensamento das pessoas sobre uma sociedade com cultura de inclusão.

A cultura de inclusão “não é estar a fazer um favor” para incluir a pessoa que tem deficiência visto que ela “não precisa de favores” porque tem “ a mesma dignidade” de qualquer outro cidadão, disse à Agência ECCLESIA Jorge Novo.

De 01 a 12 de dezembro, o Serviço de Pastoral a Pessoas com Deficiência da Diocese de Bragança-Miranda, em parceria com outras instituições que se dedicam à pessoa com deficiência, comemoram o dia internacional dedicado a estas pessoas com diversas atividades sociais, culturais e desportivas.

Nestas atividades “vai ser criado o cubo «As faces da diferença» que irá percorrer a diocese transmontana, frisou o diretor.

As comemorações contemplam também uma celebração eucarística, onde as pessoas com deficiência “vão ser as protagonistas” da animação litúrgica e musical.

“Elas vão acolitar, ler as leituras dominicais – um invisual vai ler a primeira leitura – e cantar”, sublinhou Jorge Novo.

No final da celebração, no Santuário da Imaculada Conceição de Maria dos Cerejais, a 12 de dezembro, o bispo de Bragança – Miranda, D. José Cordeiro, vai receber um símbolo natalício das pessoas com deficiência.

Esta iniciativa que tem como lema «Inclusão, uma mentalidade e uma cultura?» pretende interrogar as pessoas e a sociedade em geral sobre a realidade da deficiência.

O Dia Internacional da Pessoa com deficiência celebra-se todos os anos a 3 de dezembro, por iniciativa da ONU.

LFS/OC

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