Brasília, 01 mar 2018 (Ecclesia) – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) vai enviar uma comitiva para conhecer a realidade dos imigrantes venezuelanos no Estado de Roraima, entre hoje e 4 de março.

“Sabemos que é uma realidade delicada, uma situação emergente, humanitária e de muita necessidade de acolhimento, como nos ensina o Papa Francisco”, disse o bispo de Boa Vista, que vai ajudar na coordenação da missão.

Segundo o prelado a estimativa é que tenham chegado ao Brasil cerca de 18 mil migrantes venezuelanos só nos dois primeiros meses de 2018.

A comitiva tem como objetivo conhecer a realidade da migração na fronteira entre o Brasil e a Venezuela e em especial “o tráfico humano” para depois elaborar um documento de análise e com propostas do que a Igreja pode oferecer como “assistência e denúncia”.

“É nossa obrigação estender a mão, acolher e fazer aquilo que o Evangelho nos aconselha, como o próprio Jesus nos pediu: ‘Amar uns aos outros, como Ele nos amou’”, disse ainda D. Mário Antônio da Silva.

‘Missão Fronteiras da Venezuela’ é o nome da iniciativa ao Estado de Roraima, especialmente Boa Vista e Pacaraima, que se realiza entre hoje e 4 de março.

Hoje vão visitar o espaço onde é servido diariamente o pequeno-almoço, o “café fraterno”, com 900 refeições, oferecidas pela Paróquia Sagrado Coração de Jesus, que vai inaugurar brevemente a Casa de Passagem.

Em Pacaraima, por exemplo, vão conhecer os abrigos e reunir com o bispo de Santa Elena de Uiarén, da Venezuela, D. Felipe González.

A comissão vai encontrar-se também com os imigrantes venezuelanos indígenas Warao e Panare, no abrigo da Pintolândia, e com a governadora de Roraima, Sueli Campos.

Das atividades programadas destaca-se também o encontro com organizações locais e da região da fronteira, visitas à Polícia Federal, reunião com o ACNUR – Alto Comissariado das Nações Unidas para Refugiados, a Organização Internacional para a Migração – OIM e o Fundo Internacional das Nações Unidas para as Populações – Pnud, com o governo estadual, entre outros.

A equipa de 19 pessoas é coordenada pela Comissão Episcopal Pastoral Especial para o Enfrentamento ao Tráfico Humano, da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil, que tem como presidente o bispo de Balsas D. Enemésio Lazzaris.

CB/OC

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