Lisboa, 24 jul 2018 (Ecclesia) – A fundação pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) denunciou hoje o assassinato de um sacerdote católico nos Camarões, que acentuou o “clima de tensão” no país africano.

Em nota enviada hoje à Agência ECCLESIA, a AIS refere que o padre Alexander Sob estava de visita a familiares quando a viatura em que seguia, na companhia de dois amigos, ficou no meio de uma troca de tiros.

Segundo o vigário-geral da Diocese de Buea, padre Asek Bernard, desconhece-se a autoria dos disparos que causaram a morte do sacerdote, mas tanto militantes separatistas e forças do governo “asseguram que não foram responsáveis”.

A AIS sublinha que a situação nos Camarões está a deteriorar-se, especialmente nas zonas onde predomina a língua inglesa, com milhares de pessoas em fuga, alertando para o “clima de suspeição gerado em torno da Igreja Católica, que tem assumido um papel de mediação nesta crise”.

Em maio, os bispos dos Camarões afirmaram que, desde outubro de 2016, “as regiões noroeste e sudoeste” do país “têm passado por situações difíceis, marcadas por violência desumana, cega, monstruosa e por uma radicalização das posições”.

A confederação internacional da Cáritas alerta para fuga de mais de 160 mil pessoas, “perseguidas pelo medo e a morte”.

OC

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