D. António Marto quer ser parceiro do Papa Francisco no processo de reforma da Igreja, diz que é necessário construir pontes e sugere a “medicina da misericórdia” num “mundo ferido”

Foto Santuário de Fátima

Entrevista conduzida por Paulo Rocha

Agência Ecclesia (AE) – Que nova etapa é esta que vai iniciar com o Consistório?

D. António Marto (DAM) – Foi uma completa surpresa. Surpresa do Papa Francisco, umas certas rasteiras que Deus nos passa que não podemos negar, porque não se pode dizer não ao Papa.

Sou chamado a ser colaborador mais próximo do Papa, no que ele entender e confiar. De momento ainda não sei.

É com tranquilidade e paz de espírito que aceitei este pedido do Santo padre, este encargo e missão. É mais um serviço à Igreja que exigirá de mim, porventura, mais trabalho e mais deslocações a Roma mas penso que não perturbará a vida da diocese.

AE – O que significa ser cardeal neste pontificado do Papa Francisco, quando ele pede bispos com cheiro a ovelhas, sabendo que o cardinalato vive num ambiente diferente desse?

DAM – O papa Francisco trouxe um estilo novo de ser pastor, de ser bispo.

AE – Também de ser cardeal?

DAM – Naturalmente, todos. Mas é um estilo de pastor que leva o seu tempo a ser interiorizado por todos. É um estilo de pastor próximo, cheio de simplicidade, quer na maneira como se apresenta, quer na forma de falar às pessoas, na forma como se torna próximo. É, ao mesmo tempo sinal de uma imagem de Igreja evangélica, ao estilo de Jesus, que se aproximava das pessoas, que sai pelas ruas. A Igreja em saída do Papa Francisco que vai ao encontro de todos sem exceção, sem descriminações, que não aborda as pessoas logo com condenações, mas que se põe à escuta, que procura entrar no coração das pessoas e aí abrir caminhos novos de vida com misericórdia, paciência e com compreensão.

É uma imagem de Igreja próxima, misericordiosa, em saída no sentido missionário. A palavra missionário pode, às vezes, dar o sentido de proselitismo, mas não. É a Igreja em saída que se quer fazer próxima e, por isso, encontrar caminhos novos para ir o encontro das pessoas, nas várias periferias que são sobretudo as periferias humanas existenciais, daqueles que sofrem, dos mais pobres, dos descartados, destes problemas agora mais urgentes a cair no nosso mundo como são os migrantes, os prófugos e o seu acolhimento.

Construir pontes de encontro porque vivemos um momento de muita competição e competitividade, de crispação a nível mundial, entre relações e entre os povos. O Papa tem sido um construtor de pontes, de encontro e entendimento entre os povos.

Penso que é uma imagem de Igreja muito bela, muito mais próxima do Evangelho, muito evangélica.

AE – Do que vai observando, entre nós e nos ambientes mais romanos, o Papa está a conseguir contagiar para essa proposta de Igreja?

DAM – Num conhecimento que é bastante limitado, porque não conheço o mundo nem a Igreja na sua universalidade, a impressão que tenho é que o nosso povo católico está a deixar-se contagiar por esta maneira de ser e por esta imagem de Igreja que o Papa procura veicular. Mas é natural que sempre existam resistências, bolsas no meio do povo, como também entre os colaboradores próximos, mesmo entre os próprios cardeais. Existiu sempre isso mesmo em relação aos Concílios. Sobre o Concílio Vaticano I e o II, ainda hoje encontramos pessoas que não o aceitam na sua totalidade. Hoje ganham um alcance mediático que antes não tinha.

Somos levados ou induzidos a dar mais importância a estes pequenos focos de resistência do que à totalidade ou grande maioria do povo de Deus que acolhe com alegria e entusiasmo esta reforma, chames-lhe assim, que o Papa está a instaurar na Igreja.

Acolher todas as famílias

AE – Há aspetos muito concretos que o Papa vai tentando implementar em toda a Igreja como éo caso do acolhimento e integração dos casais em nova união. Há poucos dias soubemos das disposições que o D. António Marto lançou para a diocese. Na sua opinião, e olhando para a Igreja em Portugal, estamos a assistir a diferentes formas de concretização do capítulo VIII da exortação apostólica «Amoris Laetitia» ou éuma questão de linguagem?

DAM – Na prática estamos todos de acordo. Às vezes a linguagem é diferente mas creio que aceitamos todas as indicações da Exortação apostólica sobre a alegria do amor em ordem a uma maior integração dos fiéis divorciados em nova união.

O Papa fala da alegria do amor que transparece no matrimónio entre homem e mulher a na própria família que daí deriva, mas não pode fechar os olhos e esconder as fragilidades a que muitos fiéis estão sujeitos, muitos com grande sofrimento porque desejam continuar a viver a sua fé, uma fé convicta, numa boa relação com Deus e com a Igreja.

O Papa aprofundou o que vinha anteriormente de outros Papas e descobriu, na grande tradição da Igreja, quer a partir do Evangelho, como de um grande teólogo São Tomás de Aquino cuja ortodoxia ninguém põe em causa, e dentro da tradição inaciana do discernimento, um caminho para discernir com seriedade.

Um itinerário, como ele diz, pessoal e pastoral, responsável, por etapas, para as pessoas, em consciência, se colocarem diante de Deus e tomarem uma decisão sobre qual o melhor lugar ou para uma maior integração dentro da comunidade cristã, que pode não chegar ao acesso aos sacramentos. A decisão compete às pessoas na sua consciência.

Primazia da consciência individual

AE – Será aí que podemos encontrar algumas diferenças – não penso apenas em Portugal, mas entre outros pronunciamentos de Conferências Episcopais. Colocar a decisão na consciência da pessoa ou no conselheiro?

DAM – Até à data, que eu saiba, só encontrei manifestações de resistência nos bispos polacos que publicaram um documento com maior abertura embora sem abordar este assunto, e nos bispos do Cazaquistão. De resto, em todas as declarações dos episcopados que pude ler da Alemanha, da Bélgica, das várias regiões pastorais da Itália e, sobretudo, da região pastoral dos bispos de Bueno Aires, que o Papa aprovou e assumiu como magistério autêntico. A partir daí não temos dúvidas sobre isso.

AE – Colocando a decisão na consciência de cada um.

DAM – Sem dúvida. Uma consciência que procure ser iluminada e formada. Com seriedade diante de Deus. Não é uma autorização geral ou licença «agora toda a gente pode». Não. Responsabiliza a consciência e o caminho de fé das pessoas.

AE – Isso revela uma mudança de paradigma na concretização da experiência crente, da proposta ética e moral?

DAM – Sem dúvida. É uma mudança porque vem reconhecer o valor próprio da consciência que já foi reconhecido pelo Concílio Vaticano II mas que ainda não tinha sido aplicado a determinadas situações concretas.

AE – Estamos ainda a concretizar o Concílio Vaticano II?

DAM – Sim. Enfim, houve interrupções. Como é natural na história, não podemos dramatizar as questões.

“Não conheço o mundo juvenil de hoje”

AE – Teremos oportunidade para outras concretizações, agora em torno na juventude? O que espera deste Sínodo?

DAM – A juventude, hoje, é uma galáxia. Não se pode definir todo o mundo juvenil com uma configuração concreta. É um mundo novo que está a nascer, sobretudo marcado pela era digital, e quando falamos de digital não falamos em meras técnicas mas numa nova cultura. Uma nova cultura de comunicação, de relação, de trabalho até, empresarial, da visão do mundo. Isso levanta questões, até na vivência da fé.

Este é o panorama geral do nosso mundo ocidental. Mas o mesmo não se passa na Ásia ou na África que têm uma cultural diferente. Eu vejo nos peregrinos que vêm desses pontos geográficos e que aqui chegam com uma interioridade da fé que nos deixa maravilhados porque no Ocidente vivemos no imediato. Eles vêm e manifestam a interioridade da fé na atitude e no rosto, uma interioridade que lhes dá gozo, serenidade, alegria e paz.

Este intercâmbio pode estar presente no Sínodo e trazer novidades. Mas ainda não sei e tenho de confessar que não conheço o mundo juvenil de hoje. Gostaria muito mas a minha idade parece que já não me permite.

Procuro estar conectado com as novas técnicas da comunicação mas virá gente nova e temos de entregar isto a gente nova que estabeleça melhor esta conexão numa linguagem nova com o mundo juvenil.

AE – O quotidiano juvenil talvez aconteça em torno de experiências que fazem, de grupos novos que vão constituindo hoje e amanhã já são outros; as próprias experiências muito fragmentárias e fragmentadas. É um perfil de relação diferente daquela que a Igreja propõe…

DAM – É um mundo hoje, não é só o mundo juvenil. A cultura está fragmentada. Hoje temos de, como um alfaiate, artesanalmente, coser todas as linhas. Vai demorar tempo para voltar aos valores fundamentais partilhados, a consensos sociais partilhados para não vivermos numa sociedade fragmentada e dividida, sobretudo numa sociedade que cai na cultura do indiferença, de quem passa à frente e não olha para o irmão ao lado, à cultura do descarte.

O Papa propõe a cultura do encontro a todos os níveis. E o encontro começa dentro das próprias famílias. Hoje vive-se debaixo do mesmo teto mas cada um fechado no seu mundo digital, no seu quarto, e não há um encontro. Se o encontro não começa aí tem consequências no resto.

Deixe-me acrescentar um facto emblemático: um dia, numa visita pastoral, as catequistas disseram-me «o senhor bispo hoje almoça aqui com os adolescentes». Está bem, aceitei. Verifiquei que não havia conversa entre eles. A certa altura levantei-me para animar o ambiente e comecei logo por um que estava a enviar um sms. «Então, estás a enviar uma mensagem para os teus pais?» «Não, para aquele que está ali». Era o que estava à sua frente. Estas novas técnicas são maravilhosas mas ao mesmo tempo trazem risco e perigo, esta geração nova tem de ser educada para a cultura do encontro.

Cardeal de Fátima

AE – Voltemos ao ser cardeal e o ser cardeal, enquanto bispo de Leiria–Fátima, responsável pelo Santuário de Fátima. O Papa quis que Fátima tivesse um cardeal?

DAM – Isso era uma pergunta que deveria colocar ao Papa porque não sei responder. Imagino que teve influência a celebração do Centenário das Aparições em que o Papa esteve presente e deve ter percebido o sentido, o significado e o alcance de Fátima, da sua mensagem, naturalmente. E mesmo agora, como santuário, costuma-se dizer «altar do mundo». Antigamente não gostava dessa expressão «altar do mundo» mas hoje compreendo-a.

AE – Foi preciso conhecer e passar por Fátima?

DAM – Isso é verdade. Quando estava distante de Fátima essa expressão «altar do mundo» não me agradava, achava que era um exagero.

AE – Era o racionalista a falar?

DAM – Sim. Depois, vim, vi e experimentei. E quando vejo vir peregrinos de todo o mundo, dos vários continentes, cada um com a expressão da sua fé, como aqui também. Fátima é o espelho dos vários modos de viver a fé entre o nosso povo. Aqueles que às vezes estão ligados por um fio muito ténue à fé, e vêm uma vez por ano a Fátima e nós não podemos excluir ninguém.

Esta experiência de universalidade de Fátima que me levou a aceitar esta expressão de Fátima como santuário mundial.

Chegam peregrinos de todo o mundo, algo que não acontece em qualquer santuário. Na América Latina encontramos o santuário de Aparecida que tem um número quantitativo superior, 12 milhões. No México, Guadalupe. Mas são peregrinos do Brasil ou da América Latina. Aqui vêm de todo o mundo. Ultimamente chegam da Ásia. Este ano tivemos um bispo chinês. Para o próximo ano, posso anunciar, que em maio virá o cardeal das Filipinas (D. Luis Antonio Tagle). Aceitou o convite para presidir (à peregrinação internacional aniversária de maio).

AE – Candidato a Papa também.

DAM – É um cardeal papável mas daqui até lá… É um homem muito simples, um bom comunicador, estilo Papa Francisco.

Mas isto para dizer que, naturalmente a celebração do centenário das aparições teve influência na nomeação. Mas não posso por de parte que tenha sido um ato de confiança pessoal do Papa. Nas audiências privadas que tive com ele falámos desta reforma da Igreja e animei-o sempre a ir para a frente e manifestei-lhe todo o meu apoio.

AE – Tem um parceiro convicto nesta reforma.

DAM – Tem e ele sabe.

AE – É importante para Fátima ter um cardeal, uma voz de Fátima chegue a Roma por essa via?

DAM – Para lhe dizer a verdade, Fátima já se impôs por si mesmo.

AE – Já o dizia o cardeal Cerejeira.

DAM – Agora aplicando a este caso, não precisava de cardeal nenhum. Durante este tempo todo, e agora na celebração do centenário, não havia cardeal e atingimos nove milhões de peregrinos. Por si já mostra a atração universal do próprio santuário.

AE – Que valorização, até por parte do Papa Francisco e da Igreja universal, é feita a um santuário como o de Fátima ao nomear o Bispo local como cardeal?

DAM – Creio que é único. Não estive a analisar os vários santuários mas como santuário onde há um cardeal… houve na Aparecida, neste momento não. Penso que tenha sido a distinção para Fátima. Como acontecimento, mensagem, como santuário na sua dimensão universal para a Igreja e para o mundo.

AE – Pode ser um bom precedente que se cria?

DAM – Não sei, isso depende de cada Papa. Aqui não existe tradição como noutras sedes. É escolha pessoal do Papa que apanhou toda a gente de surpresa. Mesmo no estrangeiro, ninguém imaginaria que vinha mais um cardeal para Portugal e para Fátima.

AE – Ser bispo de Leiria – Fátima, o ser parceiro de renovação que o Papa Francisco está a levar por diante, deveria conduzir a algumas ruturas em Fátima? Dou um exemplo: uma celebração com o Cardeal Burke.

DAM – As pessoas, às vezes, colocam todo o interesse por um pequeno fenómeno que aqui aconteceu, que não é o normal de Fátima. Mas Fátima não exclui ninguém e tanto mais um cardeal que não está excluído da Igreja.

Não quer dizer que eu concordasse com isso mas não estive presente, de propósito. O reitor do santuário também não esteve presente.

Houve uma peregrinação dos lefebvrianos a Fátima. Eles foram educados, comunicaram a sua intenção, perguntando se os acolheríamos bem, esperando que, tal como foram acolhidos no ano jubileu, em 2000, na Basílica do Vaticano. Eu contactei Roma, naturalmente, e a Secretaria de Estado e a Comissão Ecclesia Dei para o diálogo com os lefebvrianos. E de Roma, enviaram por escrito, que poderiam vir, ser acolhidos, até celebrar segundo o seu rito, sem dar publicidade.

Eles queriam celebrar na Capelinha: felizmente, os horários que pretendiam, estavam todos ocupados e prescindiram disso.

No diálogo, vieram ter comigo, um dos intermediários e para além do que disse Roma eu pus duas condições: não poderão falar contra o Concílio Vaticano II nem contra o Papa Francisco. Eles aceitaram-no e cumpriram. Estiveram cerca de 10 mil peregrinos embora me pedissem para celebrar num dos parques do santuário.

Isto significa que a Igreja é tolerante. Se, porventura, Nossa Senhora puder tocar nestes corações e depois provocar a sua conversão, tanto melhor.

Parceiro para a reforma em curso na Igreja

AE – Na Cúria Romana, o processo de renovação está em curso, por iniciativa do Papa e do grupo de cardeais. Na semana passada houve mais uma reunião de trabalho sobre o documento organizativo da Cúria. Se pudesse dar uma opinião sobre esse processo, qual seria essa opinião?

DAM – Não conheço todo o itinerário que os cardeais e o Papa percorreram em ordem à renovação da Cúria. Não conheço a última versão, já em ordem, a ser a definitiva da reforma da Cúria.

Houve uma economia, a meu ver, de forças, de recursos humanos – melhor dito – porque estava de facto muito dividida e procurou-se unificar o mais possível, para juntar temáticas e problemas afins em vez de se dividir em demasiados sectores.

A meu ver irá no sentido da descentralização da Cúria para as Conferências Episcopais e para as Igrejas particulares. Por exemplo, esta questão da maior integração dos fiéis divorciados em nova união que foi confiada em primeiro lugar aos bispos, e podia ter sido à Conferência Episcopal. É, precisamente, para descentralizar e responsabilizar as Igrejas locais e as conferências episcopais. Estes dois vetores deverão estar presentes nesta renovação.

Desenvolvimento humano integral.

AE – O que indica a criação de um dicastério sobre o Desenvolvimento Integral dos Povos?

DAM – Hoje é o grande problema. O grande problema com que se vai confrontar o mundo é o da pobreza. E acaba de sair um documento muito importante, ainda não tive ocasião de o ler com calma, que incide sobre as questões éticas na economia financeira.

O que hoje domina toda esta transformação económica é o capitalismo financeiro completamente desregulado que comanda toda esta economia, com a perspetiva de lucro imediato que, de um momento para o outro, basta clicar numa das bolsas e põe todo o mundo em causa e perplexo. É necessário uma ética financeira nestas novas condições que é a da globalização.

AE – Com novas preocupações por parte dos responsáveis e das lideranças católicas?

DAM – Naturalmente. Nada do que é humano nos é alheio. Exige um estudo a nível da Igreja universal, não pode ser um bispo local que não abrange todos estes dados. É a dimensão social do Evangelho e a dimensão da paz que o Papa Paulo VI chamou: «O novo nome da paz é o desenvolvimento». Não podemos esquecer que um dos inspiradores do Papa Francisco é o Papa Paulo VI.

AE – Foi também o seu inspirador, o Papa Paulo VI?

DAM – Comecei por admirar mais o nosso querido Papa João XXIII porque foi ele que deu início a toda a abertura à Igreja. E nisto, queria sublinhar, têm sido os anciãos a fazer as grandes reformas: pessoas que têm uma experiência de vida acumulada, que deram um testemunho de fé e de vida à Igreja que já ninguém pode duvidar, que sabe discernir o bem, o essencial e o secundário.

Eu nunca posso esquecer essa frase do Papa João XXIII, que o Papa Francisco retomou, «A Igreja prefere usar a medicina da misericórdia às armas da condenação». O pontificado do Papa Francisco é marcado precisamente por isto. Hoje vivemos um mundo ferido quer a nível pessoal, das famílias, muitas feridas, a nível social, de divisões, indiferenças, injustiças, atentados aos direitos humanos. É preciso quem olhe para as feridas.

Os dehonianos, este ano pastoral, a nível universal, tomaram como lema «um coração ferido». É o coração humano ferido, traduzindo esta preocupação do Papa Francisco. E é verdade.

Mensagem de Fátima no Colégio Cardinalício

AE – A nomeação do D. António Marto é uma forma de levar esse tema que marca Fátima para o colégio cardinalício?

DAM – Se me derem essa oportunidade… eu não tenho experiência nenhuma no colégio cardinalício, por isso custa-me falar sem fundamento de causa. Penso que talvez, porque o Papa diz que o colégio cardinalício procura exprimir a universalidade da Igreja e das características de cada Igreja particular.

Todos sabemos que o Papa tem um grande cariz mariano. Possivelmente quer também que esse cariz mariano esteja presente com esta mensagem de Fátima, que é sempre atual porque acompanha a história de cada século e cada década, iluminando-a.

Quando o Papa regressou ao Vaticano, após a visita a Fátima, na primeira intervenção no Angelus disse «procuremos viver na luz que vem de Fátima». Pode ser isso também.

Disponível para colaborar na Doutrina da Fé, Família, Nova Evangelização ou Cultura

AE – Se tiver de se pronunciar sobre um setor na Cúria romana onde possa contribuir e colaborar, qual é que acha que poderá ser?

DAM – Pode ser a Doutrina da Fé, as questões da família, da Nova Evangelização onde me sinto interessado e com um certo à vontade, pode ser o da cultura.

PR/LS

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