O Cardeal Renato Martino, presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz, veio condenar a violência nas prisões, afirmando que “a violência só pode gerar violência e nunca justiça, paz e reconciliação”. Este responsável acrescentou que seria uma contradição “combater as situações injustas com as mesmas armas que criam as injustiças, assim como seria desastroso que as pessoas identificadas como instrumentos de paz e pregadores de reconciliação pretendessem vencer a violência recorrendo à violência ou pôr fim à marginalização marginalizando e lutar contra corrupção corrompendo”. O Cardeal indicou que o objectivo da Pastoral Prisional, desenvolvida pela Igreja, é levar aos presos “a Boa Nova do amor redentor de Cristo, tornando concreta e tangível a misericórdia e a compaixão do Bom Samaritano”. Além disso, o membro da Cúria Romana identificou na defesa dos direitos humanos dos presos um dos principais desafios que os capelães prisionais devem enfrentar, já que “a violação de tais direitos nas prisões provoca mais marginalização, exclusão e sofrimento”. O presidente do Conselho Pontifício Justiça e Paz falava durante o II Congresso Internacional da Pastoral das Prisões, a decorrer em Roma, com cerca de 1500 delegados de 56 países do mundo inteiro. O coordenador nacional das Pastoral das Prisões, Pe. João Gonçalves, marca presença no encontro que tem como temática geral “Descobrir o rosto de Cristo em cada pessoa presa. Jesus chama-nos”.

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