Celebrações na cidade do Mondego prosseguem até domingo

Coimbra, 05 jul 2018 (Ecclesia) – O bispo de Coimbra presidiu à Missa da solenidade da Rainha Santa, padroeira da cidade, na qual destacou a importância de “crescer na fé, de progredir no amadurecimento espiritual e viver na caridade”, através do exemplo de Isabel de Portugal.

“Portugal e a Igreja, de um modo mais sentido a nossa cidade de Coimbra, têm muitas razões para entoar um magnificat de gratidão e de louvor a Deus, que suscita em todos os tempos grandes figuras capazes de inspirar e mobilizar toda a comunidade no sentido de responder mais fiel e adequadamente à sua vocação humana e cristã”, disse D. Virgílio Antunes, na igreja Santa Clara-a-Nova.

Na homilia da celebração, o bispo de Coimbra realçou que Santa Isabel de Portugal é uma “figura cimeira da vida” da nação portuguesa e da Igreja Católica.

“Agradeçamos ao Senhor que nos dá a graça de crescer na fé, de progredir no amadurecimento espiritual e de viver na caridade, seguindo o grande mas simples exemplo de Santa Isabel de Portugal”, declarou.

Para D. Virgílio Antunes um “grande desafio” que a celebração propunha era do amadurecimento espiritual que “leva ao crescimento no amor”.

“Muito facilmente nos tornamos pessoas mundanas, que vivem mais dos critérios humanos e sociais do que do discernimento espiritual”, afirmou, explicando que se as pessoas não dão lugar ao Espírito de Deus, “pode acontecer” que se deixem “enredar por aparentes expressões de amor e de verdade”.

Segundo D. Virgílio Antunes, diante da falta de caridade “caem todos os argumentos” em favor da santidade; a caridade em ato “é o testemunho mais claro da fé e da santidade”.

A Rainha Santa Isabel, cuja figura está associada a lenda da transformação do pão em rosas, viu Coimbra pela primeira vez em 1282, cidade onde se recolheu após enviuvar.

D. Virgílio Antunes recordou também que, recentemente, o Papa Francisco escreveu a Exortação Apostólica ‘Gaudete ed Exultate [Alegrai-vos e Exultai] – sobre o chamamento à santidade’ “proclamado pelo Evangelho e renovado de forma eloquente pelo Concílio Vaticano II”.

“O Magistério da Igreja traz para a ordem do dia um estímulo a todo o cristão que, com sacrifício de si mesmo, mas igualmente com imensa alegria, procura fazer da sua fé uma vida, procura tornar a sua esperança uma realidade e procura tornar a caridade um ato contínuo”, explicou na igreja de Santa Clara-a-Nova.

A Confraria Rainha Santa Isabel divulgou o programa celebrativo que inclui, hoje, a procissão penitencial, na qual se leva a imagem da rainha santa para a igreja do Mosteiro de Santa Cruz, após a Eucaristia, que começa às 18h00.

Este domingo, depois da Missa das 16h00, a imagem da Rainha Santa Isabel regressa ao Mosteiro de Santa Clara-a-Nova, em procissão solene.

CB/OC

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