Miguel Oliveira Panão (Professor Universitário), Blog & Autor

Estamos cansados de um ano de trabalho. Para uns foi mais intenso, para outros menos, mas o cansaço advém de um grande consumo da nossa atenção que necessita de ser restaurada.

Vamos para férias. O que fazemos? Descansamos. Mas uma boa parte das pessoas limita muito o seu descanso ao passar “todo” o tempo na praia. Será essa a melhor opção?

 

Teoria da Restauração da Atenção

Ninguém fica indiferente a um pôr-do-sol. Porquê? Há qualquer coisa de grandioso que capta a nossa atenção e restaura-a. Também um passeio pela natureza numa caminhada produz o mesmo efeito.

Em 1995, Stephen Kaplan, Professor Emérito da Universidade do Michigan, propõe que os ambientes naturais são particularmente ricos de características necessárias a experiências restaurativas, dando origem à Teoria da Restauração da Atenção.

Pôr em prática a Teoria da Restauração da Atenção para a recuperarmos, minimizando o uso das redes sociais, é um modo diferente e mais eficiente de descansar. Será tentador querer tirar uma foto e partilhá-la logo, ou consultar e-mails, navegar pelos murais, ler notícias, ou seja, será tentador continuar a deixar que a nossa atenção seja consumida. Mas um “ping” enquanto contemplamos a natureza é como um telemóvel que começa a tocar no momento mais emocionante de um filme de cinema. Gostarias?

 

Restaurar a atenção à escuta interior

Com tantas fontes de distracção, hoje parece-me ser mais difícil escutar interiormente aquilo que Deus nos quer dizer do que há 20 anos. Nas férias podemos investir em restaurar a atenda à escuta interior, nomeadamente pela contemplação de Jesus no sacrário.

Se contemplar a natureza restaura a atenção mental, contemplar Deus no sacrário restaura a nossa atenção espiritual. Aquela através da qual percebemos o que Deus nos quer dizer em cada momento da nossa história, sobretudo o que mais repete e não cansa de repetir, “amo-te imensamente…”

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