Celebrações do 10 de junho deslocam-se às comunidades portuguesas na costa Leste dos EUA compostas por açorianos

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (2D) durante a cerimónia do Içar da Bandeira Nacional no âmbito das comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, nas Portas da Cidade, Ponta Delgada, Açores, 9 de junho de 2018. ANTÓNIO ARAÚJO/LUSA

Angra, 09 jun 2018 (Ecclesia) – O bispo de Angra afirmou hoje o orgulho em receber nos Açores as comemorações do Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas, a e a sua continuação junto da comunidade emigrante nos Estados Unidos da América.

“É o reconhecimento da comunhão e a atenção devida que se deve ter à região que, sendo autónoma e estando no meio do oceano, contribuiu para a extensão e valorização do país e do estado português”, explica D. João Lavrador em declarações ao portal de notícias da diocese, ‘Igreja Açores’, e à Agência ECCLESIA.

O prelado destaca ainda o facto de as celebrações levarem o presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, o primeiro-ministro António Costa e alguns membros do governo regional às comunidades portuguesas na costa leste dos Estados Unidos da América (EUA), sinal de “unidade e comunhão nacional”.

“É para nós um orgulho, uma alegria, de unidade e comunhão nacional à volta de todos os que são emigrantes mas que se caracterizam pela sua relação com os Açores”, observa.

D. João Lavrador assinala a “irmandade” que todos os açorianos devem sentir com os cidadãos na diáspora que “se deslocaram das suas terras para ganhar a vida e encontrar melhores condições noutras paragens”.

“Continuam a ser portugueses e a marcar o ritmo das suas vidas pelo orgulho e alegria de ser português, mantendo as tradições e elementos culturais”.

As celebrações do Dia de Portugal vão ter início este sábado na cidade de Ponta Delgada, com o içar da bandeira nas Portas da Cidade; no dia 10, uma comitiva segue para os EUA para celebrações comemorativas que vão passar pelas cidades de Boston, Providence e New Bedford, no Estado norte-americano de Massachusetts, onde se encontram várias comunidades portuguesas, essencialmente açorianas, cuja emigração começou no final do século XIX.

Sobre as cerimónias festivas D. João Lavrador faz votos de que não se circunscrevam a uma “festa exterior” mas que se mostre “comprometida com a vida de todos os açorianos”.

“Que os que se sentem excluídos e marginalizados tenham nesta celebração uma marca do interesse que o país tem sobre a nossa região”, deseja.

O Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas é, para o bispo de Angra, uma ocasião de “unidade, de comunhão e identidade nacional pelo orgulho do que faz parte da nossa história”.

“É um dia onde nos devemos sentir responsáveis pelo presente e de abertura para o futuro, num Portugal que se quer integrado na Europa mas sempre atento à realidade dos seus cidadãos e, de forma muito particular, em relação aos que se sentem excluídos de uma cidadania plena e do bem-estar que a todos deve atingir”, conclui.

LS

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