Lisboa, 06 jan 2019 (Ecclesia) – O patriarca ecuménico Bartolomeu assinou este sábado, em Istambul, o “tomos” (decreto) que concede a independência à Igreja Ortodoxa da Ucrânia.

A cerimónia foi precedida por uma Divina Liturgia celebrada pelo clero do Patriarcado Ecuménico de Constantinopla com o clero da Igreja Ortodoxa da Ucrânia.

A Missa da Epifânia, na igreja ortodoxa de São Jorge de Istambul, Turquia, contou com a presença do residente ucraniano Petro Poroshenko e vários representantes do governo do país.

Com a concessão da autocefalia, a Igreja da Ucrânia passa a ser a 15ª Igreja Ortodoxa.

Esta decisão levou o Patriarcado de Moscovo a romper relações com o Patriarcado Ecuménico de Constantinopla.

O patriarca Bartolomeu é considerado como ‘primus inter pares’ entre as várias Igrejas ortodoxas, embora não tenha jurisdição sobre as mesmas, ao contrário do que acontece com o Papa, no caso dos católicos.

A Igreja Ortodoxa na Ucrânia estava sob a jurisdição do Patriarcado de Moscovo desde 1686; Epifânio, novo patriarca de Kiev, foi mesmo excomungado pelo líder dos ortodoxos russos, Cirilo.

A mudança acontece num clima de forte tensão política entre a Rússia e a Ucrânia, após a anexação da Crimeia por parte de Moscovo.

OC

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