D. Manuel Clemente afirma que a rejeição dos projetos de lei que propunham a legalização da eutanásia traduz o parecer da sociedade, cada vez mais «paliativa»

Lisboa 29 mai 2018 (Ecclesia) – O cardeal-patriarca de Lisboa congratulou-se com a rejeição dos projetos de lei sobre a legalização da eutanásia, hoje debatidos e votados na Assembleia da República, afirmando que revelam um momento “criador de futuro para todos”.

“É uma ocasião de congratulação por este momento forte, tão válido da democracia portuguesa tão criador de futuro e de bom futuro para todos”, disse D. Manuel Clemente à Agência ECCLESIA após a votação no Parlamento.

229 deputados votaram hoje quatro projetos de lei sobre a legalização da eutanásia, sendo todos foram rejeitados pela Assembleia da República: o projeto do PAN teve 107 votos a favor, 116 contra e 11 abstenções; o do PS 110 votos a favor, 115 contra e quatro abstenções; o do BE 117 votos contra, 104 a favor e oito abstenções, e o projeto do PEV 104 votos a favor, 117 contra e oito abstenções.

O cardeal-patriarca de Lisboa referiu que a decisão do Parlamento mostra que é “no sentido da vida” que é necessário avançar, formando uma “sociedade realmente solidária, onde ninguém fique de fora, triste, mais fragilizado do que às vezes já está”.

O presidente da Conferência Episcopal Portuguesa insistiu no “alargamento dos cuidados paliativos”, construindo uma “sociedade paliativa, onde todos se sintam protegidos”.

“Esse é que é o sentido do futuro, do progresso e da vida e é exatamente aí que nos devemos encontrar como sociedade portuguesa”, afirmou.

“A vida é um bem absoluto e por isso tem de ser absolutamente protegido e promovido”, sublinhou D. Manuel Clemente.

PR

Partilhar:
Share