D. António Couto reconhece que as pessoas estão “iludidas com a história da emancipação”

Lamego, 28 mai 2018 (Ecclesia) – O bispo de Lamego, D. António Couto, considera que nos tempos atuais se lida com “a vida ao desbarato” ao referir-se ao debate sobre a eutanásia.

Para se debater as questões da vida deve “existir uma discussão séria e longa” e tem de “chegar às pessoas todas”, referiu o bispo de Lamego à Agência ECCLESIA.

“Há uma falta de seriedade” numa questão tão “importante” como é a vida.

Numa sociedade “extremamente individualista” e “egoísta”, cada ato que o cidadão possa realizar por sua conta é “considerado um ato de autonomia e emancipação”, frisou o bispo de Lamego.

Nos tempos que correm, a autonomia é “extremamente acentuada” e o que falta é “a heteronomia”.

As pessoas estão “iludidas com a história da emancipação” e os resultados estão à vista: “Hiroxima, Campos de Concentração e Valas Comuns”, acentua D. António Couto.

No dia 29 de maio vão estar em debate na Assembleia da República quatro projetos-lei relacionados com a legalização da eutanásia.

LFS

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