Foto: Igreja Açores

Angra do Heroísmo, Açores, 20 ago 2018 (Ecclesia) – A Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo, na Diocese de Angra, vai organizar a festa do Senhor da Pedra, entre 22 e 29 de agosto.

O sítio online da Diocese de Angra informa que “não é fácil precisar em que altura começou este culto e estas festas”, já sobre a imagem do “Ecce Homo” existe uma lenda sobre ter dado “à costa dentro de uma caixa de madeira”, na praia do Corpo Santo.

“As duas imagens – a primitiva e a atual – representam Cristo coroado de espinhos, sentado numa pedra”, acrescenta.

A festa do Senhor da Pedra, “uma das mais concorridas festas religiosas de verão na ilha de São Miguel”, e o programa religioso começa com um tríduo que vai ser pregado pelo padre Cipriano Pacheco, a partir desta quarta-feira.

A festa, realiza-se entre 22 e 29 deste mês, e os dias principais são presididos pelo cónego Adriano Borges, vigário episcopal para São Miguel e Santa Maria.

Este sábado e domingo, segundo o programa vão viver a “homenagem ao Senhor Bom Jesus da Pedra”: Primeiro às 12h00, de dia 25 e com a procissão da mudança da imagem, às 21h00 e, a 26 de agosto, com a Missa da Festa, 11h30, e procissão, a partir das 18h00.

O sítio online ‘Igreja Açores’ contextualiza ainda que as festas são da responsabilidade da Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo “desde sempre” e têm lugar no último domingo de agosto, pelo menos desde 1903 quando foi autorizada do Papa Leão XIII.

“O Santo Padre o Papa Leão XIII, atendendo às humildes suplicas, concede o privilégio, a partir do dia de hoje, de se poder celebrar, com pompa sagrada exterior, no Domingo, a Festa de Nosso Senhor Jesus Cristo, Coroado de Espinhos, como vem no apêndice do Missal Romano, na sexta-feira depois das Cinzas”, lê-se no documento da Sagrada Congregação dos Ritos.

A Misericórdia da Vila, é “uma das mais antigas” da Diocese de Angra, “datada de 1551 ou 1552”, e depois de ter a funcionar o hospital, construiu a sua Capela, “o principal complexo arquitetónico de Vila Franca do Campo – igreja, hospital, consistório e farmácia” –, onde se tratavam os doentes e se administrava a Irmandade, informa o sítio online diocesano.

CB

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