Papa Francisco aceitou renúncia do arcebispo, de 77 anos

Foto: Arquidiocese de Évora

 

Évora, 26 jun 2018 (Ecclesia) – O Papa aceitou hoje a renúncia do arcebispo de Évora, D. José Alves, de 77 anos, após este ter atingido a idade determinada pelo Direito Canónico para a resignação.

Em nota enviada à Agência ECCLESIA, o responsável refere que conclui esta missão com “um forte sentimento de gratidão para com Deus”.

“Agradeço, particularmente, os anos que estive à frente da querida Arquidiocese de Évora, que procurei servir com humildade, com dedicação, com fé e com amor, graças à preciosa colaboração dos presbíteros, diáconos, consagrados e de um sem número de fiéis, adultos e jovens, que generosamente colocaram as suas vidas ao serviço do Evangelho”, escreve.

O Papa escolheu como novo arcebispo de Évora D. Francisco Senra Coelho, de 57 anos, até agora bispo auxiliar de Braga e antigo membro do clero eborense.

D. José Alves fala num “dom maravilhoso”, recordando a “alegria de acompanhar” o seu sucessor durante o tempo de formação e ao longo do seu ministério presbiteral.

“D. Francisco, seja bem-vindo a esta Arquidiocese que tão bem o conhece e tanto o estima pelo excelente trabalho pastoral que nela realizou. Todos exultam de alegria e estão prontos para o acolher como seu pastor, seu pai, seu irmão e seu amigo. Conte sempre com a minha fraterna amizade e com a minha oração”, conclui.

O cânone 401 do Código de Direito Canónico determina que qualquer bispo diocesano que tenha completado 75 anos de idade deve apresentar a renúncia do ofício ao Papa, o qual toma uma decisão sobre o caso.

O Papa Francisco pediu a D. José Alves que continuasse à frente da arquidiocese alentejana durante mais dois anos, nomeando hoje como seu sucessor D. Francisco Senra Coelho, até agora bispo auxiliar de Braga.

D. José Alves foi nomeado arcebispo de Évora a 8 de janeiro de 2008, pelo Papa Bento XVI, e tomou posse da Arquidiocese no dia 17 de fevereiro desse mesmo ano.

Natural da Diocese de Guarda, D. José Francisco Sanches Alves nasceu a 20 de abril de 1941, na freguesia de Lageosa (Sabugal); estudou Filosofia e Teologia nos seminários da Diocese da Guarda.

Em 1966, a 3 de julho, foi ordenado presbítero na Catedral de Évora; na Arquidiocese de Évora foi vigário-geral, coordenador diocesano da Pastoral e presidente do Cabido da Catedral.

A 7 de março de 1998 foi nomeado bispo auxiliar de Lisboa e a sua ordenação episcopal celebrou-se em Évora, a 31 de maio de 1998.

A 22 de abril de 2004 foi nomeado por João Paulo II como bispo da Diocese de Portalegre-Castelo Branco.

Em 2008, após a sua nomeação como arcebispo de Évora, sucedendo a D. Maurílio de Gouveia, D. José Alves recebeu das mãos do Papa Bento XVI o pálio, insígnia litúrgica própria dos arcebispos metropolitas.

Este sistema administrativo veio da divisão civil do Império Romano, depois da paz de Constantino (313), e em Portugal há três províncias eclesiásticas: Braga, Lisboa e Évora.

A primeira notícia de um bispado em Évora data do Concílio de Elvira (303) em cujas atas figura o nome de Quinciano, bispo de Évora; depois da conquista, D. Soeiro foi o primeiro de uma série de 35 bispos (1166 a 1540), seguida de outra de 27 arcebispos (1540-1981) que abriu com o cardeal infante D. Henrique.

OC

Notícia atualizada às 16h25

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