12 experiências de fé, cada uma apresentada em sete minutos a 1500 pessoas, num evento promovido pelas Equipas Jovens de Nossa Senhora, que vai ter uma edição no Porto, em junho, e outra em São Paulo, no Brasil, em outubro

Alberta Marques Fernandes

Lisboa, 17 fev 2018 (Ecclesia) – A jornalista Alberta Marques Fernandes disse no Faith’s Night Out (FNO) que Deus deixa-lhe “recados” a sinalizar o que deve fazer, nem sempre  fáceis de concretizar no seu quotidiano profissional, que “puxa para outro lado”.

“A profissão tem-me puxado para um lado e Deus para o outro”, afirmou a jornalista.

Alberta Marques Fernandes referiu aos participantes que muitas vezes “sentiu o colo de Deus”, indicando ndo os momentos da morte do pai e da mãe e as consequências de um matrimónio “que não deu certo” como ocasiões em que Deus deixou “post-its” na sua vida para ultrapassar situações complicadas.

«Zanguei-me profundamente com Deus», disse a jornalista, acrescentando que muitas vezes se sente “incapaz de ser testemunho” no local de trabalho, o que consegue quando se “põe a caminho”, seguindo “os sinais de Deus”.

O Centro de Congressos de Lisboa recebeu na noite deste sábado 1500 pessoas para a quinta edição do ‘Faith’s Night Out’, evento católico inspirado nas ‘TED Talks’, que contou com 12 intervenções em torno do tema “A verdade vos fará livres”.

O filósofo José Luís Nunes Martins referiu aos participantes do FNO que é necessário “usufruir da vida”, uma vez que todas as pessoas vivem a “incerteza de não saberem em que condições é que vem a morte”.

“Todos vamos ser cinza, mas neste momento estamos a arder e é bom que iluminemos o mundo”, afirmou.

Numa intervenção sobre o tema “A ciência da nossa devoção”, o físico Henrique Leitão disse que “acreditar em Deus nunca foi um grande problema”, antes a descoberta de se sentir “amado por Deus”.

“A fé cristã não é a mera descoberta e o assentimento de uma sobrenaturalidade no mundo. A nossa fé incide diretamente num Deus que nos ama. E é isto o que nos transforma e o que nos muda”, afirmou o Prémio Pessoa 2014 .

Jornalista durante 30 anos e atualmente autarca, Raquel Abecasis sublinhou a necessidade de investir no “poder da palavra” para conseguir  ganhar causas na cultura e na sociedade.

“É com as palavras que se vão mudando os hábitos, as tradições” e por isso é necessário “saber usar as palavras com a máxima competência”, referiu.

“Perdemos a batalha cultural nas últimas décadas. E temos de arregaçar as mangas e investir nas artes, no cinema”, acrescentou Raquel Abecasis.

Isabel Capeloa Gil, reitora da Universidade Católica Portuguesa, referiu-se ao “papel central” da beleza para a transmissão da fé.

“A beleza transformada pela fé é um acontecer interior” e a “a arte tem um papel fundamental na mediação desta descoberta”, afirmou.

“A beleza não basta. É fundamental aprender a ver educando o olhar com a mensagem de Cristo”, acrescentou Isabel Capeloa Gil.

O professor de anatomia Luís Mascarenhas de Lemos falou no auditório do Centro de Congressos de Lisboa sobre “ser sal da terra e luz do mundo” e disse que “a fé é grátis e vale a pena”, mas “carece de adesão”.

“A fé não é um caminho sem guião. Somos convidados a seguir o Evangelho enquanto guião”, sublinhou.

Os 1500 participantes foram interpelados também pelas intervenções de Inês e Gonçalo Dias da Silva, casados há 10 anos, com 4 filhos, o terceiro com uma doença rara e hereditária; Elizabeth Shipeio, colaboradora da Microsoft; Rodolfo Nona, consultor na BCG; Filipa Andrade e o músico Tiago Bettencourt; e o jornalista José Manuel Fernandes.

D. José Traquina, bispo de Santarém, fez a última intervenção da noite sobre o tema “Sou livre para ser santo” e disse que a santidade consegue-se pela “coerência de vida”, um “amor generoso” e “viver para glória de Deus”, que é o “homem vivo”.

A organização anunciou que no dia 30 de junho vai decorrer uma edição do Faith’s Night Out no Porto, na Universidade Católica Portuguesa, e no dia 6 de outubro em São Paulo, no Brasil.

PR

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