Símpósio Teológico-Pastoral «Fátima hoje: que sentido?» decorre até domingo

Fátima, 23 jun 2018 (Ecclesia) – Um profissional que não tem fé é um técnico e de técnicos o mundo está cheio, assim assinala Lucélia Vieira, psicóloga clínica, de São Paulo, Brasil, que uma vez por ano, de férias, se desloca ao santuário mariano.

“Em Fátima uma pessoa reza, mas aprende também. Aqui uma pessoa torna-se cúmplice das verdades de Nossa Senhora. É um local de oração e de reflexão”, afirma à Agência ECCLESIA, a participante brasileira no Simpósio Teológico-Pastoral que decorre até amanhã sobre o tema «Fátima hoje: que sentido?»

A psicóloga assume a importância da fé na sua vida profissional e admite o quanto a mensagem mariana a ajuda com os seu doentes com Sida, cancro ou vítimas de violência.

“Todo o profissional se tivesse uma abertura para a fé trataria os seus doentes de uma forma mais humana”.

Lucélia Vieira valoriza as diferentes dimensões que o santuário de Fátima proporciona, em especial, com a reflexão e análise da mensagem.

“Fátima pode ser estudada e criticada, mas jamais descentralizada do seu profundo significado de conversão”, sintetiza a psicóloga, que identifica no santuário mariano um local para se reabastecer espiritualmente.

“Eu posso aprender do amor, dos estudos sobre a história da fé dos pastorinhos e posso trabalhar com os meus doentes em todos os níveis com esta fé. Quando venho a Fátima eu reabasteço-me espiritualmente, descanso o meu espírito e esse amor que tenho por Fátima, sempre que venho ao Santuário, ele é nutrido”.

De Lisboa, a finalista em enfermagem Manuela Marta Couto, procura, com a participação no Simpósio sobre o futuro de Fátima, aproximar o seu percurso crente “de Deus e do Evangelho”.

“Foi por Fátima que encontrei Deus e o meu caminho de conversão. Poder aprofundar mais, e conhecer algo que diz tanto a Portugal, ajuda-me a fazer o meu percurso de fé de uma forma mais próxima do que é a minha realidade. Pensa-se num evangelho distante e Fátima ajuda-me a trazê-lo mais próximo”, afirma à Agência ECCLESIA.

Para a futura profissional de saúde a experiência crente que o santuário oferece é um convite à simplicidade.

“Deus é simples e próximo e quer-se fazer próximo de cada um de nós. É o que a Igreja procura. Fátima é um bom meio para mostrar a proximidade de Deus”.

O Simpósio Teológico-Pastoral ‘Fátima Hoje: que sentido?’ que decorre no salão do Bom Pastor, do Centro Pastoral Paulo VI, até este domingo, e tem transmissão em direto online.

JCP/LS

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