Cardeal de Hong Kong recordou aparições marianas, com mensagem de esperança contra o «pecado»

Foto: Arlindo Homem

Fátima, 12 mai 2018 (Ecclesia) – O Santuário de Fátima encheu-se hoje de peregrinos, com velas na mão, para a celebração da vigília da peregrinação do 13 de maio, sob a presidência inédita de um cardeal chinês, D. John Tong.

O bispo emérito de Hong Kong presidiu à celebração da Missa, no recinto de oração, onde marcou presença, a título pessoal, o presidente da República Portuguesa, Marcelo Rebelo de Sousa, acompanhado pela presidente da Croácia, Kolinda Grabar-Kitarovic.

A homilia do cardeal Tong foi lida, em português, pelo reitor do Santuário de Fátima, padre Carlos Cabecinhas.

O bispo emérito de Hong Kong propôs uma reflexão sobre a figura da Virgem Maria e a sua “forte preocupação” com a história da humanidade, evocando aparições registadas na China, em Pequim e Donglu, como sinal de uma “proteção amorosa”.

“Maria sabe que a causa das piores desgraças humanas é o pecado e sempre mostrou ter uma forte preocupação pelos pecadores, a fim de impedir que fossem para o Inferno”, assinalou a intervenção.

O cardeal John Tong recordou as aparições de 1917 na Cova da Iria e a mensagem deixada aos pastorinhos, com apelos à “conversão”, à “oração” e o “sacrifício”.

“Permaneçamos sob o seu manto de Luz. Renovemos a nossa confiança na sua intercessão e no seu cuidado para com cada um de nós”, pediu aos peregrinos.

O responsável chinês deixou uma mensagem de esperança, “sobretudo nas dificuldades e nos sofrimentos”, convidando os peregrinos a recorrer à “proteção de Maria”.

A Missa da Vigília foi concelebrada por 13 bispos e 147 sacerdotes.

Segundo dados do Santuário, inscreveram-se 148 grupos organizados de 26 países, num total de 9000 peregrinos, provenientes de todos os continentes; da Ásia estão inscritos cerca de 350 peregrinos, organizados em 10 grupos; os peregrinos a pé que chegaram à Cova da Iria foram mais de 37 mil.

Os peregrinos vão recordar a questão da eutanásia, nas preces da Missa internacional: “Pela autoridade e parlamento nacional, para que no processo de governo e de legislação promova a vida e ela seja sempre tutelada e amada, desde a sua conceção até ao seu fim natural”.

OC

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