Estudo sobre alterações climáticas foi realizado pela FEC e o Instituto Marquês de Valle Flôr

Lisboa, 21 mar 2018 (Ecclesia) – A Fundação Fé e Cooperação (FEC) e o Instituto Marquês de Valle Flôr (IMVF) apresentaram hoje o estudo Alterações Climáticas e Desenvolvimento, no qual se adverte que os oceanos estão “mais ácidos” e os ecossistemas “são afetados”.

No Dia Mundial da Árvore (21 de março), estas instituições apresentaram os resultados do estudo realizado pela investigadora Patrícia Magalhães Ferreira, que conclui que os “efeitos das alterações climáticas já se fazem sentir” porque “o planeta está mais quente e existem mais fenómenos extremos”, realça uma nota enviada à Agência ECCLESIA.

De acordo com a investigação, a “maioria dos países deverá ser mais pobre em 2100” e, em resultado dos fenómenos meteorológicos “extremos e dos desastres naturais”, as alterações climáticas “podem causar problemas de saúde, relacionados com secas, ondas de calor e poluição”, lê-se.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que as alterações climáticas “poderão ser responsáveis, todos os anos, por 250 mil mortes adicionais no mundo”.

Os 20 países “mais vulneráveis” do mundo são “todos países em desenvolvimento, sendo 17 países africanos”.

O presidente da Zero, Francisco Ferreira, afirma neste estudo que “Portugal é felizmente um dos países do mundo com maior ambição climática ao assumir a vontade de ser neutro em carbono em 2050 e é importante que o roteiro que está a ser desenhado responda efetivamente a este objetivo e com a implementação de políticas com a maior brevidade possível”.

O especialista realça que é “desejável que o país reforce ainda mais o seu papel na cooperação no combate às alterações climáticas junto dos países em desenvolvimento”.

A Fundação Fé e Cooperação é uma organização não-governamental para o desenvolvimento, criada em 1990 pela Igreja Católica em Portugal, num estreito diálogo e colaboração com as Igrejas dos países de língua oficial portuguesa.

LFS

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