A carta onde expressam “profunda preocupação” foi enviada à Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (COMECE)

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Cidade do Vaticano, 05 jan 2019 (Ecclesia) – Os bispos de Malta e de Gozo enviaram carta à Comissão dos Episcopados da Comunidade Europeia (Comece) a pedir apoio para os migrantes bloqueados no Mediterrâneo.

D. Charles J. Scicluna, de Malta, com o auxiliar D. Joseph Galea Curmi, e D. Mario Grech – de Gozo, enviaram uma carta ao secretário geral da COMECE, padre Olivier Poquillon, onde expressam “profunda preocupação” e pedem “o apoio dos irmãos bispos na Europa” para o caso dos 49 migrantes há dias bloqueados no Mar Mediterrâneo.

“Enquanto nós católicos celebrávamos a natividade de Nosso Senhor cujo abrigo foi refutado em seu nascimento, a Europa rejeitou dar refúgio a um grupo de 32 migrantes”, pode ler-se na nota divulgada pelo Vaticano.

A referência é feita às pessoas salvas no mar ao largo da Líbia duas semanas atrás e em 2 de janeiro foram autorizadas a proteger-se de uma tempestade nas águas territoriais de Malta, e a outro grupo de 17 migrantes bloqueados no mar há quase uma semana.

“Pode-se imaginar o sofrimento que se soma ao já suportado por aqueles homens, mulheres e crianças, cuja única ‘culpa’ é fugir de um contexto cruel na esperança de uma vida melhor, respeitosa da dignidade humana que nós católicos e europeus promovemos com força como um dos nossos valores fundamentais”, escreveram os prelados.

“Esta situação precisa agora urgentemente de ação”, pedem.

Os três bispos reconhecem também que “apesar da limitada capacidade de acolhimento devido a sua reduzida dimensão e à elevada densidade de população, Malta está desempenhando um papel importante no resgate e, quando possível, na recolocação dos migrantes”.

Conscientes de que “situações tão complexas exigem uma solução europeia”,  os bispos pediram a intermediação da COMECE para que toda a Europa possa apelar aos líderes dos respetivos países.

Os prelados enviaram ainda um convite aos católicos de toda a Europa a “rezar firmemente” a fim de que “este continente missionário tenha a peito os valores cristãos que formaram a sua identidade mostrando solidariedade e salvando nossos irmãos e irmãs em dificuldades”.

SN

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