Francisco assinala primeiro domingo da Quaresma com reflexão sobre tentações e recomeços

Cidade do Vaticano, 18 fev 2018 (Ecclesia) – O Papa Francisco dirigiu-se hoje, desde o Vaticano, aos presos de todo o mundo, no início da Quaresma, deixando-lhes uma mensagem de esperança e transformação.

“No início da Quaresma, que é um caminho de conversão e de luta contra o mal, quero dirigir uma saudação particular às pessoas detidas: caros irmãos e irmãs que estão na prisão, encorajo cada um de vós a viver o período quaresmal como ocasião de reconciliação e renovação da própria vida, sob o olhar misericordioso do Senhor”, disse, após a recitação da oração do ângelus.

“O Senhor nunca se cansa de perdoar”, acrescentou.

Perante milhares de pessoas que enfrentaram a chuva para acorrer à Praça de São Pedro, Francisco apresentou uma reflexão sobre os temas das “tentações, da conversão e da Boa Notícia”.

“Somos chamados a enfrentar o Maligno através da oração, para sermos capazes, com a ajuda de Deus, de o vencermos na nossa vida diária”, aconselho aos peregrinos.

O Papa sublinhou que “o mal” está em redor de todas as pessoas, com manifestações de violência, guerras, injustiça e recusa do outro.

“É preciso ter a coragem de recusar tudo o que nos leva para fora do caminho, os falsos valores que nos enganam, atraindo o nosso egoísmo de forma subtil”, advertiu.

Francisco disse que a Quaresma, período de preparação para a Páscoa no calendário católico, é um tempo de penitência, mas “não triste, um tempo de luto”.

“Somos exortados a começar, com empenho, o caminho rumo à Páscoa, para acolher cada vez mais a graça de Deus, que quer transformar o mundo num reino de justiça, de paz, de fraternidade”, observou.

O Papa inicia hoje o seu tradicional retiro de Quaresma, nos arredores de Roma, com orientação do padre e poeta português José Tolentino Mendonça; até sexta-feira, a agenda pontifícia não inclui qualquer compromisso público.

OC

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