Celebração marcada para 28 de julho, com presidência de D. Manuel Clemente

Lisboa, 02 jul 2018 (Ecclesia) – A ordenação episcopal de D. José Tolentino de Mendonça, novo arquivista e bibliotecário do Vaticano, vai decorrer a 28 de julho, às 16h00, no Mosteiro dos Jerónimos, anunciou o Patriarcado de Lisboa.

A celebração vai ser presidida pelo cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, e terá como bispos co-ordenantes o cardeal D. António Marto, bispo de Leiria-Fátima, e D. Teodoro de Faria, bispo emérito do Funchal.

A data coincide com o 28.º aniversário de ordenação sacerdotal de D. José Tolentino Mendonça.

O Papa Francisco nomeou, a 26 de junho, o sacerdote madeirense como arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica, elevando-o à dignidade de arcebispo.

O início das novas funções de D. José Tolentino de Mendonça está marcado para o dia 1 de setembro.

O responsável manifestou à Agência ECCLESIA a sua intenção de “servir a Igreja na Cultura”, após receber uma nova missão por parte do Papa.

“A Cultura faz-nos viajar à raiz arquitetural da pessoa, àquilo que constitui o núcleo fundante da sua aventura existencial, mas também nos permite interrogar e iluminar o seu horizonte de sentido”, referiu.

D. José Tolentino Mendonça assinala que a sua missão como “Arquivista e Bibliotecário da Santa Igreja Romana” se insere numa tradição papal de “conservar num arquivo próprio a memória dos mártires e a gesta dos pastores, bem como os livros que asseguravam a atividade litúrgica e as necessidades administrativas da comunidade eclesial”.

O novo arcebispo sublinha que desde o século VIII existem notícias da existência de uma biblioteca, enriquecida ao longo dos tempos com “monumentais e preciosos espólios”, que colocam a atual Biblioteca Apostólica Vaticana entre “as mais fascinantes instituições culturais do mundo”.

O vice-reitor da Universidade Católica Portuguesa orientou este ano o retiro de Quaresma do Papa Francisco e seus mais diretos colaboradores, entre 18 e 23 de fevereiro em Ariccia, localidade nos arredores de Roma.

O responsável português sucede no cargo de arquivista do Arquivo Secreto do Vaticano e bibliotecário da Biblioteca Apostólica o arcebispo Jean-Louis Bruguès.

O Arquivo Secreto do Vaticano tem um site próprio, www.archiviosegretovaticano.va, no qual é possível encontrar parte do espólio com mais de mil anos.

Ao longo de 85 quilómetros de estantes, distribuem-se mais de 630 fundos de arquivos diferentes.

O arquivo, nos moldes em que existe, nasceu por iniciativa de Paulo V, no século XVII, ainda que a sua história recue nos séculos, dado ter nascido, desde cedo, a tradição de os Papas guardarem a documentação que se referia ao exercício da sua própria atividade.

O documento mais antigo conservado no Vaticano é o ‘Liber Diurnus Romanorum Pontificum’, livro de fórmulas da chancelaria pontifícia do século VIII.

Este arquivo é gerido por 54 pessoas e pode ser visitado por qualquer investigador devidamente acreditado por uma universidade ou instituto cultural, sem distinção de credo.

OC

Partilhar:
Share