«Crise climática é hoje o mais grave desafio existencial» da humanidade, refere antigo vice-presidente norte-americano e prémio Nobel

Cidade do Vaticano, 05 jul 2018 (Ecclesia) – O antigo vice-presidente dos Estados Unidos da América, Al Gore, destacou a liderança do Papa Francisco, que “é de inspiração para todos”, em defesa do meio ambiente.

“O Papa tem estado na vanguarda de guiar o mundo numa ação construtiva sobre o clima. Praticamente todos os meus colegas e amigos católicos estão muito “entusiasmados” pelo fato que está oferecendo essa liderança espiritual”, disse ao portal ‘Vatican News’.

O Prémio Nobel da Paz de 2007, pelo projeto do Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, elogia o papel assumido pelo Papa, com “ênfase vigorosa e repetida em favor de uma solução para a crise climática”.

“Sou grato e admiro a clareza da força moral que encarna”, acrescentou.

Para Al Gore, o “ensino espiritual” desempenha um “papel crucial” nas comunidades de todo o mundo e, neste contexto, o pontífice católico “é um modelo para os líderes de outras tradições religiosas”, inspirando-os “a comunicar os perigos da crise climática”.

Segundo o autor do documentário ‘An Inconvenient Truth’ [“Uma verdade inconveniente”], que venceu um Óscar (2007), a encíclica ‘Laudato si’ do Papa Francisco “marcou um passo crucial”, antes do Acordo de Paris.

“A crise climática é hoje o mais grave desafio existencial que a humanidade já enfrentou. E não apenas a humanidade está em risco. De acordo com biólogos de renome internacional quase metade de todas as espécies vivas correm o risco de se extinguir durante este século”, desenvolveu.

Em entrevista ao sítio online do Vaticano, Gore apela à ‘Revolução da sustentabilidade’ e destaca que tem o apoio de “milhões de ativistas e líderes de todo o mundo” que estão a direcionar o desenvolvimento da “energia limpa” nessa revolução.

Tempestades fortes, chuvas violentas, inundações destruidoras e grandes deslizamentos de terra, seca extrema e prolongada, más colheitas, escassez de água em muitas regiões, aumento de incêndios, propagação de doenças, derretimento do gelo, aumento do nível do mar, são as consequências dessa “energia térmica em excesso”, até hoje acumulou “o equivalente a 400 mil bombas, como a que caiu em Hiroxima (Japão)”.

CB/OC

Partilhar:
Share