D. António Carrilho destacou testemunho de fé dos emigrantes e Ano Missionário extraordinário em Portugal

Foto: Jornal da Madeira

Funchal, Madeira, 03 jul 2018 (Ecclesia) – O bispo do Funchal presidiu à Eucaristia no Dia da Região e das Comunidades Madeirenses, na qual destacou a dimensão missionária do arquipélago.

“Nos 600 anos de louvor e gratidão, que assinalam a descoberta das ilhas do Porto Santo e da Madeira, em 1418 e 1419, respetivamente, fazemos memória agradecida das múltiplas bênçãos derramadas por Deus desde as origens desta Igreja particular”, disse D. António Carrilho, na homilia deste domingo.

Para o bispo do Funchal. a celebração do Dia da Região e das Comunidades Madeirenses é uma ocasião para cada um “sentir-se chamado a dar o seu melhor”.

“Em todos os campos da vida eclesial, social, económica, política e cultural para que toda a sociedade de hoje e do amanhã seja a expressão do trabalho, dedicação e generosidade de todos”, exemplificou, na Eucaristia, com Te Deum, a que presidiu na Sé do Funchal.

D. António Carrilho recordou os emigrantes das ilhas missionárias da Madeira e Porto Santo que mantiveram vivas as tradições sociais, culturais e religiosas da sua terra e dão “testemunho” da fé cristã.

“Foram eles, e não apenas os sacerdotes e os religiosos, que ajudaram abrir os horizontes da missão, levando o fulgor do Evangelho a outros povos”, acrescentou, observando que assumiram o seu “compromisso batismal, na vivência da fé e no dinamismo evangelizador e missionário”.

Para o prelado, a “forte tradição evangelizadora” que carateriza a Diocese do Funchal tem de continuar e, neste contexto, destacou “o desafio” do Papa Francisco a toda a Igreja para celebrar um ‘Mês Missionário Extraordinário’, em outubro de 2019, pelos 100 anos da Carta Apostólica ‘Maximum Illud’ do Papa Bento XV.

De recordar que, em resposta ao convite do Papa, a Conferência Episcopal Portuguesa convocou um Ano Missionário entre outubro de 2018 e outubro de 2019, com a Nota Pastoral ‘Todos, tudo e Sempre em Missão’.

“Para que a missão seja fecunda, num mundo que perdeu muito da sua identidade religiosa e se distancia da Igreja em diversas circunstâncias e contextos, importa que cada batizado viva, com entusiasmo, a riqueza da sua fé e dê claro testemunho da alegria de ser cristão”, referiu D. António Carrilho, divulga a Diocese do Funchal no seu sítio online.

CB/OC

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