Presidente da Comissão Episcopal responsável pela Pastoral Social presidiu a peregrinação, no Santuário de Fátima

Foto: Santuário de Fátima

Fátima, 15 set 2018 (Ecclesia) – O bispo de Santarém e presidente da Comissão Episcopal responsável pela Pastoral Social presidiu hoje à peregrinação nacional das Misericórdias a Fátima, elogiando o papel destas instituições católicas na sociedade portuguesa.

“As Santas Casas da Misericórdia são um grande bem na sociedade, pela força agregadora de vontade e generosidade que desenvolvem. Pelo serviço que prestam em muitas comunidades, pelo bem acrescido que são nas terras do interior do país, pela segurança que permitem às famílias, pelo emprego que proporcionam. Por tudo, são promotoras do bem comum”, declarou D. José Traquina, numa homilia enviada à Agência ECCLESIA.

O presidente da Comissão Episcopal da Pastoral Social e Mobilidade Humana disse a todos os participantes que a fé que se professa tem de ser “demonstrada em obras”.

A segunda Peregrinação Nacional ao Santuário de Fátima, promovida pela União das Misericórdias Portuguesas, contou com a presença por dirigentes, colaboradores utentes e voluntários de cerca de 50 instituições.

O bispo de Santarém quis recordar a todos as “14 Obras de Misericórdia”, sete corporais e sete espirituais, que são referência comum nos Estatutos das Santas Casas.

“Num tempo de tanta indiferença, as Obras de Misericórdia recentram-nos na Misericórdia como o zelo de Amor e compaixão por toda a realidade humana e social; levam-nos a sair de nós próprios e a interessarmo-nos uns pelos outros, especialmente pelos mais necessitados de apoio”, afirmou.

D. José Traquina sublinhou que as Santas Casas da Misericórdia, como outras instituições sociais, passam por “tempos difíceis”, com novas exigências e mais custos para manter as diversas valências e serviços.

“Muitas estão a desenvolver formas de gerar rendimentos próprios, por ser insuficiente a comparticipação da Segurança Social. Será bom que se desenvolvam formas de sustentabilidade, desde que não se abandone o espírito de misericórdia, como causa e como critério das opções”, sustentou.

O responsável quis sublinhar que não basta o dinheiro, sendo precisos “grandes ideais do espírito para a vida em sociedade”.

OC

 

Obras de Misericórdia corporais:

1-Dar de comer a quem tem fome; 2-Dar de beber a quem tem sede; 3-Vestir os nus; 4-Dar pousada aos peregrinos; 5-Assistir aos enfermos; 6-Vestir os presos; 7-Enterrar os mortos. 

Obras de Misericórdia Espirituais:

1-Dar bom conselho; 2-Ensinar os ignorantes; 3-Corrigir os que erram; 4-Consolar os tristes; 5-Perdoar as injúrias; 6-Sofrer com paciência as fraquezas do nosso próximo; 7-Rogar a Deus por todos os necessitados, vivos e falecidos.

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