«Queremos difundir mensagem que transforme o mundo» – João Pedro Tavares, presidente da ACEGE

Lisboa, 22 nov 2018 (Ecclesia) – O presidente da Associação Cristã de Empresários e Gestores (ACEGE) disse que o Congresso Mundial da União Internacional Cristã dos Dirigentes de Empresas (Uniapac), evento que vai decorrer entre hoje e sábado, em Lisboa, quer ser um momento de compromisso ética no setor dos negócios.

“Queremos que seja um momento absolutamente transformador, com um antes, um durante e depois”, assinalou João Pedro Tavares, em declarações à Agência ECCLESIA.

O responsável adiantou que o congresso aponta a um “compromisso amplo a nível mundial”, para que as pessoas queiram “implementar novas práticas, novas formas de liderar, servir”.

“A liderança é exercício de um serviço de um poder que me é delegado e ao qual tenho de devolver”, acrescentou no contexto do congresso da Uniapac sobre ‘Negócios como uma nobre vocação’, que vai ter lugar na Universidade Católica Portuguesa, em Lisboa.

Durante os três dias de trabalhos são esperados 400 empresários e gestores católicos para ouvir 30 oradores, incluindo alguns que “não são católicos e vão dar testemunho de como contribuíram para organizações mais inclusivas e com isso criaram valor”.

O presidente da ACEGE destaca que se vão ouvir testemunhos de como “é que esta consciência” transforma vidas e de como é que o encontro pessoal com Cristo “se torna real na empresa”.

“É desafiante aos empresários de hoje. A nossa tensão é como estamos no mundo, sem ser do mundo e com isso transformamos o mundo; queremos difundir uma mensagem que transforme o mundo”, desenvolveu João Pedro Tavares.

Entre os conferencistas está confirmada, entre outros, a presença de um responsável do Dicastério para o Desenvolvimento Humano Integral (Santa Sé).

Durante os trabalhos vão ser lançados dois livros, um dos quais sobre a vocação do líder empresarial católico, cristão, “como se introduz amor e verdade no modelo de gestão”.

Olhar os ‘negócios como uma nobre vocação’ é uma abordagem que, segundo o entrevistado, já começa a passar nas escolas superiores de Economia, Gestão, Engenharia, para “preparar os líderes de amanhã a partir dos exemplos de hoje”.

A palavra negócio não surge associada a “oportunidade”, mas a uma “nobre vocação”, pelo que João Pedro Tavares realça a necessidade de “criar valor e distribuir de forma que seja justa, inclusiva, que contribua para uma sociedade mais próspera”.

A partir de 30 anos de experiência em consultadoria, o presidente da ACEGE sublinha, “como cristão, que as pessoas estão no centro das organizações”.

“Temos de defender a dignidade das pessoas e tratar as empresas como meio de humanização e não desumanização”, frisou, destacando que a “taxa de acolhimento” entre empresários e gestores católicos portugueses “é muito elevada”.

João Pedro Tavares recorda, por exemplo, que durante o período da crise disseram aos empresários e gestores que fizessem “todos os ajustes necessários” para evitar o despedimento “como primeiro fator”, considerando que “despedir é o último” recurso.

PR/CB/OC

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