As leis da Igreja reforçam esta orientação e, atualmente, a homilia dominical é “um dado adquirido e indiscutível”. (D. António Marcelino; «Notícias de Beja», 15 de março de 2012 – “Homilia, momento privilegiado e de grande sentido pastoral”). Compreende-se esta preocupação do concílio, dado que a história trazia, de “bem longe, muitas falhas, neste campo”. (Cf. D. António Marcelino). O Concílio Plenário Português (1926) tornou obrigatória, para os párocos, a homilia dominical. “Sinal de que muitos a não faziam”, recorda o antigo bispo de Aveiro.

Com a publicação da constituição conciliar sobre a Sagrada Liturgia (Sacrosanctum Concilium), a 04 de dezembro de 1963 no encerramento da segunda sessão do II Concílio do Vaticano (1962-65), e do «Motu Próprio» de 25 de janeiro que determinou a entrada em vigor de algumas das suas prescrições, a reforma litúrgica decidida nesta assembleia magna entrou na fase das realizações concretas.

“Salta desde logo à vista do observador atento, que o interesse e a inteligência com que os dois documentos foram recebidos, variaram notavelmente de país para país, de diocese para diocese, de lugar para lugar, de pessoa para pessoa” (cf. Boletim de Informação Pastoral, nº 28-29; janeiro-fevereiro 1964). Paulo VI, no «Motu Próprio» de 25 de janeiro em que determina a entrada em vigor do documento, diz que, em primeiro lugar, a constituição deve ser estudada.

Num dos pontos da «Sacrosanctum Concilium», onde se fala da homilia, o documento realça que “muito se recomenda, como parte da própria liturgia, a homilia, pela qual, no correr do ano litúrgico, se expõem, a partir do texto sagrado, os mistérios da fé e as normas da vida cristã; e mais: nas missas celebradas com a presença de povo aos domingos e festas de preceito não seja omitida, senão por motivo grave”.

Na celebração da liturgia é, sumamente grande, a importância da Sagrada Escritura. Dela, com efeito, se tiram os textos que se lêem e que na homilia se explicam, bem como os salmos que se cantam; foi pela força da sua inspiração que brotaram as preces, orações e hinos litúrgicos, e é dela que as ações e sinais recebem a sua significação.

As leis da Igreja reforçam esta orientação e, atualmente, a homilia dominical é “um dado adquirido e indiscutível”. (D. António Marcelino; «Notícias de Beja», 15 de março de 2012 – “Homilia, momento privilegiado e de grande sentido pastoral”). Compreende-se esta preocupação do concílio, dado que a história trazia, de “bem longe, muitas falhas, neste campo”. (Cf. D. António Marcelino). O Concílio Plenário Português (1926) tornou obrigatória, para os párocos, a homilia dominical. “Sinal de que muitos a não faziam”, recorda o antigo bispo de Aveiro, no artigo citado.

A diversidade das assembleias dominicais constitui, em relação à homilia, “uma dificuldade” para o presidente. A “comunicação tem de ser simples e directa, compreensível e clara, breve e orientada para a vida”. A homilia deve ser um momento de reflexão para os que participam na celebração, “não para os ausentes”, acrescenta D. António Marcelino.

A seguir ao II Concílio do Vaticano verificou-se um cuidado especial na preparação da homilia. Não faltaram padres a prepará-la com a colaboração de um pequeno grupo de paroquianos. Segundo o prelado, o pregador “é o primeiro ouvinte e o povo percebe bem quando assim é”. Vêem-se, cada vez mais, presidentes da celebração a ler a homilia. “A leitura empobrece a comunicação directa com a assembleia, e esta comunicação é um elemento importante na pregação”, aconselha D. António Marcelino no artigo citado.

LFS

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