Lisboa, 07 mar 2018 (Ecclesia) – A Fundação Pontifícia Ajuda à Igreja que Sofre (AIS) e a Organização das Nações Unidas (ONU) reuniram-se em Nova Iorque para analisar a “necessidade de um esforço coordenado” no apoio aos cristãos iraquianos que querem regressar a casa.

“Acolhemos com satisfação o crescente envolvimento institucional para pôr fim urgentemente ao drama dos cristãos de Nínive”, afirmou o secretário-geral internacional da AIS, Philipp Ozores.

Num comunicado enviado à Agência ECCLESIA, o secretariado português da AIS informa que a reunião teve como propósito apresentar a situação em que se encontram cerca de 95 mil cristãos que viviam na Planície de Nínive e agora querem regressar.

A fundação pontifícia realçou a importância de existir uma resposta coordenada a nível internacional para salvaguardar a sobrevivência da comunidade.

“A ONU reconhece a necessidade de uma maior colaboração para se conseguir estabilizar a Planície de Nínive”, disse o representante do secretário-geral da ONU para o Programa de Desenvolvimento.

Mourad Wahba acrescentou que as nações Unidas reconhecem também “a necessidade de se apoiar a diversidade religiosa”, uma vez que vai significar “uma futura defesa” face a “uma eventual nova ameaça” do autoproclamado “Estado Islâmico”

Os cristãos no Nínive tiveram de fugir em 2014 aquando as invasões os militantes do ‘Estado Islâmico’.

A AIS sublinha a importância do apoio da ONU na missão de caráter humanitário “tão relevante no Iraque” e que a fundação pontifícia já apoiou com cerca de 31 milhões de euros, desde 2014, e ajudou cerca de 35% das famílias a regressar às suas localidades.

“Uma missão que só terminará quando todos os cristãos poderem regressar a casa refazendo, na medida do possível, as condições de vida que possuíam antes da invasão terrorista”, adianta o comunicado recebido.

A Ajuda à Igreja que Sofre fez-se ainda representar pelo seu diretor de Comunicação Internacional, Mark von Riedemann, e o padre Andrzej Halemba, coordenador dos projetos da fundação no Médio Oriente, na reunião que contou com representantes dos Cavaleiros de Colombo, organização católica norte-americana.

CB

Partilhar:
Share